Sudeste ultrapassa Nordeste em solicitações de novos cartões de crédito

25/09/2012

Segundo o Serasa Experian, o sudeste ultrapassou o nordeste em maior número de consumidores com o primeiro cartão de crédito no primeiro trimestre de 2012. Este estudo foi baseado nas informações de 300 mil CPFs comparando com dados nod primeiros trimestres dos anos anteriores de 2010, 2011 e 2012. Esses dados foram obtidos após dos CPFs terem sido consultados para uma proposta de cartão pela primeira vez.


O Sudeste está com 39% das novas adesões, enquanto o Nordeste está com 38,5%, de acordo com este levantamento. O primeiro lugar das novas propostas de cartão de crédito vem se alternando entre sudeste e Nordeste desde 2009. Em 2011, o nordeste liderava o primeiro lugar no primeiro trimestre com 43% e o sudeste em segundo lugar com 36%.


O sudeste continua líder na distribuição total em concentração de solicitantes de cartão de crédito com 48,4% das solicitações no Brasil. Logo em seguida vem o nordeste com 25,7%, sul com 17,%, centro-oeste com 5,3% e norte com 3,5%.

O estudo revela também que as pessoas com renda entre R$ 500 e R$ 1 mil são as responsáveis por grande parte dos consumidores com o primeiro cartão de crédito, representando 51,7% em 2010, 55,8% em 2011 e 57,6% este ano.


Fica mais evidente a participação desses consumidores quando se analisam os dados sobre a primeira consulta de CPF na Serasa Experian. Nesses últimos três anos são verificados pela primeira vez no Brasil, em média 6% dos CPFs. O que se observou o aumento de consumidores com renda de R$500 a R$ 1 mil: em 2010 89,2%; em 2011 91,7% e nas primeiras consultas desse ano 95,5%.


Segundo este levantamento, a maioria dos consumidores do primeiro cartão, continua no extrato chamado periferia jovem, grupo este, formado por jovens com baixa renda e pouca qualificação, estudantes de periferia e famílias que recebem algum tipo de assistência do governo, contabilizam 42% das novas solicitações. Índice semelhante aos dos primeiros trimestres de 2010 com 45% e 2011 com 43%.




Fonte: Folha de São Paulo.