Compras com cartão de consumidores de baixa renda vão superar R$ 10 bilhões em 2006

02/03/2006

O cartão de crédito transformou-se em forte aliado dos consumidores do segmento de baixa renda, que ganham até R$ 500 por mês. Com um total previsto de 18,5 milhões de plásticos em mãos, eles deverão movimentar R$ 10,3 bilhões em compras em 2006, volume de transações que representa expansão de 24,9% sobre 2005.

Os consumidores dessa faixa de renda não só vêm usando mais o cartão para pagar as suas compras, mas como principal meio de financiamento: entre os portadores de cartão de baixa renda, 27% usam somente o cartão de crédito como instrumento de crédito, versus 17% dos demais portadores. Além disso, 76% costumam recorrer ao parcelamento sem juros, modalidade de pagamento que permite alongar o vencimento das contas sem ter que pagar juros ou taxas adicionais.

Os dados foram divulgados por um estudo de Mercado de Baixa Renda, parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada pela Credicard.

Com o índice previsto de 24,9%, o crescimento do volume de transações dos portadores de cartões do segmento de baixa renda em 2006 ficará acima do crescimento de 22% previsto para o mercado total, que deverá somar R$ 155,6 bilhões. A expansão se deve ao amadurecimento do expressivo número de novos portadores que receberam cartões em 2004 e 2005.

O crescimento do número de cartões do segmento também se manterá forte em 2006, totalizando 18,5 milhões de cartões de crédito, o equivalente a um crescimento de 22,8% (a previsão para o total de cartões em circulação no mercado até o final do ano é de 80,12 milhões, contra 66,71 milhões ao final de 2005).

Expansão em 2005 - Os dados da pesquisa revelam que a expansão no volume de transações dos portadores de baixa renda também foi elevada: no ano passado, o crescimento do volume de transações do segmento de baixa renda foi de 25%, bem próximo do verificado para o mercado total, de 27%. Com esse desempenho, o segmento praticamente acompanhou o crescimento do mercado e manteve a sua participação de 6,5% (correspondente a R$ 8,2 bilhões) no volume total de transações, que somou R$ 127,3 bilhões em 2005.

No que se refere ao número de cartões em circulação no país, os portadores de baixa renda tinham em mãos 15 milhões de plásticos ao final de 2005, número que correspondeu a 22,6% do mercado total (um ponto percentual a mais de participação em relação a 2004).

Expansão do segmento supera crescimento dos demais portadores - Na análise dos últimos cinco anos, o estudo destaca que a participação da população de baixa renda no setor tem aumentado constantemente, em função do aumento da quantidade de portadores e do aumento do hábito de utilização do cartão como meio de pagamento e instrumento de crédito.

Entre 2001 e 2005, o número de cartões em circulação no país dos portadores de baixa renda passou de 7,66 milhões para 15,07 milhões – ou seja, praticamente dobrou, com um crescimento de 97%. A expansão dos cartões no mercado total excluindo o segmento de baixa renda foi menor, de 89%. O crescimento acumulado no volume de transações também foi superior entre os portadores de baixa renda – 144% - em relação aos demais (118%), uma vez que o volume de transações do segmento de baixa renda passou de R$ 3,4 bilhões em 2001 para R$ 8,2 bilhões em 2005.

Fonte: Comunique-se