2ª operação de crédito ao setor elétrico conta com a participação de 13 bancos

19/08/2014

Banrisul e BRB, instituições estaduais, também estiveram na operação. Em ambos os empréstimos, participação dos bancos federais somou 52,58%.

 

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, anunciou nesta quarta-feira (13) que 13 bancos estiveram presentes na segunda operação de empréstimo ao setor elétrico, no valor de R$ 6,6 bilhões. Além dos 10 bancos que participaram da primeira operação de crédito, finalizada em abril, de R$ 11,2 bilhões (Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica, Citibankm Credit Suisse, Itaú Unibanco, JP Morgan, Bank of America Merrill Lynch e Santander), também estiveram presentes o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banrisul e BRB. Os dois últimos são estaduais.

 

O Ministério da Fazenda não noticiou qual foi a participação de cada banco nessa nova operação. O secretário-executivo da pasta disse que apenas a parcela do BNDES, antes reconhecida em R$ 3 bilhões, caiu para R$ 2, 7 bilhões. Ele não soube informar com qual capital entraram o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

 

O Ministério da Fazenda informou ainda que nos dois empréstimos, que totalizam R$ 17,78 bilhões, a participação dos bancos públicos federais – Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social atingem 52,58%.

 

O novo socorro ao setor auxiliará a ocultar o crescimento do custo da energia para distribuidoras. A escassez de chuva neste ano fez com que as entidades tivessem gastos extras com a energia mais cara que vem das usinas térmicas e a contratada no mercado à vista, foi aí que o preço subiu.

 

Taxa de juros aumenta

 

No primeiro empréstimo que foi feito ao setor elétrico neste ano, segundo o Ministério da Fazenda, os bancos públicos vieram a assumir R$ 5 bilhões dos R$ 11,2 bilhões, o que significa 44,6% do valor total. A primeira operação, que finalizou essa semana, no valor de R$ 6,6 bilhões, os juros subiram um pouco: 2,35% ao ano além da variação do CDI.

 

Repasse os preços

 

Na semana que se sucedeu, o Ministério de Minas e Energia confirmou que os empréstimos às distribuidoras de energia elétrica vão resultar em crescimento de 2,6% nas contas de luz no ano de 2015. O reajuste será de 5,6% em 2016, e de 1,4% em 2017. O cálculo leva em consideração o novo empréstimo que está em fase de negociação com bancos pelo Ministério da Fazenda, no valor de R$ 6,6 bilhões, nas mesmas condições do primeiro.

 

Térmicas e mercado á vista

 

Dois fatores contribuem para o crescimento de gastos na área de uso mais intenso das usinas termelétricas e a compra, pelas distribuidoras, de energia no mercado à vista. Em situações normais, aproximadamente toda a energia que é consumida no Brasil é proveniente de hidrelétricas. No começo deste ano, entretanto, os reservatórios das usinas mais importantes do país caíram muito por conta da falta de chuvas e, para poupar a água, todas termelétricas em disposição estão sendo utilizadas. Mas, como as térmicas agem por meio da queima de combustíveis (óleo, gás, biomassa), a energia que é gerada por elas tende a ser um pouco mais cara e isso trava a conta de luz.

 

O caimento no nível dos reservatórios também gerou a patamar recorde o valor da energia no mercado à vista, que é para onde vão as distribuidoras que não têm sob contrato, a preços certos, toda a energia que necessitam para atender aos consumidores.

 

Por regra, tanto o custo extra com as térmicas quanto com a compra de energia no mercado à vista precisam ser pagas pelas distribuidoras nesse momento. Após, eles seriam compensados nos reajustes que se realizam todos os anos. Portanto as distribuidoras disseram não ter recursos suficientes para pagar as contas bilionárias. Por esse motivo, em março o governo mostrou um plano para ajuda-las.

 

Fonte: G1