Jovens antecipam planos para aposentadoria

26/07/2006

A média de idade das pessoas que optam por um fundo de previdência complementar vem caindo nos últimos anos. De acordo com dados da Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp), a idade dos participantes desses planos é, em média, de 35 anos, com tendência de queda para a faixa dos 30 nos próximos anos.

Esse indicador é positivo, pois revela que está aumentando a compreensão dos participantes sobre a importância de fazer uma poupança de longo prazo. A decisão de entrar mais cedo em um fundo de previdência, mesmo que com uma contribuição mensal pequena, pode representar uma grande diferença no valor futuro da aposentadoria. A cada cinco anos de atraso para iniciar uma poupança para a aposentadoria, o valor do benefício mensal encolhe cerca de 40%.

De acordo com simulações do mercado, quem começa um plano de previdência aos 25 anos terá uma renda complementar na aposentadoria entre 60% e 80% superior à de quem começa com 30 anos, considerando o mesmo valor de contribuição mensal.

Esse percentual também vale para quem adia o início da contribuição dos 30 para os 35 anos. Uma pessoa que contribua com R$ 150 a partir dos 25 anos, por exemplo, pode se aposentar aos 60 com renda complementar em torno de R$ 2.700. Para se obter a mesma renda com uma poupança a partir dos 30 anos, seria necessário poupar mensalmente mais de R$ 250. Com os mesmos R$ 150, a renda complementar seria de cerca de R$ 1.500.

PGBL e VGBL representam 80% das contribuições para a previdência

Outro incentivo para quem está entrando agora no mercado de trabalho é a flexibilidade proporcionada pelos planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Esses dois planos representam hoje 80% das contribuições para a previdência e podem ser utilizados de forma complementar.

São os mais recomendados pelos analistas, por serem mais "modernos" e transparentes que o Fapi (Fundo de Aposentadoria Programada Individual) ou os seguros de vida resgatáveis.

Para quem está no começo da carreira e ainda utiliza o modelo simplificado de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, o VGBL é o mais indicado, segundo analistas. Porém, assim que a pessoa alcança um salário mais alto, com outras fontes de desconto, e passa a utilizar o formulário completo do IR, ela pode direcionar as contribuições para um PGBL, que conta com o benefício fiscal de poder abater da renda bruta até 12% do que for investido no fundo, o que garante uma restituição maior do Imposto de Renda.

Fonte: Anapp