Classes de menor renda demonstram interesse por seguros

21/08/2006

O instituto de pesquisa e consultoria Data Popular estima que aproximadamente 10 milhões de famílias das classes C e D estão propensas a adquirirem seguros. O estudo, encomendado pela seguradora Aon Affinity, apontou que as opções oferecidas através de parcerias com o varejo e por contas de água e luz representam um importante canal para atingir este segmento populacional.

O instituto, especializado na base da pirâmide de renda, apontou que cerca de 95% das pessoas que compõem essa camada da população — inseridas nas classes C e D — percebem o investimento em seguros como algo positivo. “O produto acaba sendo uma garantia para que nada atrapalhe o futuro dos filhos”, explica Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Apesar das classes de menor poder aquisitivo se interessar por modalidades de seguros, há dúvidas relacionadas aos produtos. Os pesquisados acreditam que a categoria é vista como algo inacessível e distante, sendo restrito às classes com maior poder aquisitivo.

Entre os fatores que geram confusão estão os altos valores cobrados, os canais considerados intimidantes como bancos, corretores e empresas especializadas, o conhecimento limitado da categoria e uma comunicação em geral dirigida às classes de maior renda. Os seguros permanentes, como os de vida, são os que geram maior interesse para famílias, já que garantem uma certa segurança em um momento de fatalidade. Cerca de 67% dos entrevistados pensam em adquirir apólices referentes a este segmento. Outra categoria bem avaliada é a dos seguros que garantem uma renda alternativa em caso de desemprego. O interesse pelo produto fica em torno de 50% na cidade de São Paulo.

O levantamento do instituto avaliou o perfil dos clientes potenciais com base em amostra de indivíduos das classes C e D, de ambos os sexos, com faixa etária entre 18 e 60 anos. Foram formados grupos de discussão em Recife e São Paulo, além da aplicação de 1.500 questionários aos responsáveis pela decisão de se adquirir ou não seguros, nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo.

Fonte: Anapp