Corte dos juros é providencial mas precisa chegar ao crédito, diz economista da FGV

21/01/2009
Rio de Janeiro - O economista Ricardo Araújo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), demonstrou surpresa com a queda um ponto percentual da taxa básica de juros Selic, determinada hoje (22) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ricardo Araújo esperava um corte de 0,50 ponto percentual. Com a redução, a taxa de juros passa de 13,75% ao ano para 12,75% ao ano. O economista da FGV disse que a queda foi uma medida “providencial”. “A taxa precisava cair”, afirmou. O economista Ricardo Araújo disse que a queda da Selic é bom para o país, porque vai dinamizar os investimentos. Mas advertiu que “se não cair o spread bancário (a diferença entre a taxa de aplicação e a de captação de recursos), o efeito será nada, porque o grande problema do Brasil é o spread bancário”. Segundo ele, a taxa cobrada pelos bancos torna muito caro o crédito no país.

Fonte: Agência Brasil