Indústria de máquinas quer mais crédito e aponta mercado externo como briga de foice

22/01/2009
Brasília - Representantes do setor de máquinas e equipamentos têm uma visão cética das possibilidades de investimentos no mercado externo, saída apontada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para minimizar as dificuldades encontradas pelo setor devido aos constantes adiamentos e cancelamentos de investimentos por parte das empresas brasileiras. “O cenário que vislumbramos no exterior é uma briga de foice por um mercado em recessão”, destacou o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Nogueira. Ele considerou que o mercado externo passa por problemas de retração semelhantes ao mercado brasileiro. “É, sem dúvida, um mercado que devemos considerar, até porque temos uma situação crítica no Brasil. No entanto sabemos que as empresas multinacionais estão passando por dificuldades. As empresas sediadas no Brasil estão tendo inclusive que remeter dinheiro para suas matrizes”, considerou. Para Nogueira, a única solução para tentar salvar indústrias de máquinas brasileiras seria a oferta maior de crédito. “Não adianta só baixar a taxa de juros. Os bancos precisam emprestar um volume de dinheiro maior”, destacou o empresário, que lembrou o caso concreto de uma empresa associada que, mesmo apresentando um faturamento de R$ 300 milhões, conseguiu junto ao Banco do Brasil a liberação de um empréstimo no valor máximo de R$ 1 milhão. “O crédito não está chegando e parece que o governo ainda não viu a urgência em achar a solução”, destacou Nogueira.

Fonte: Agência Brasil