Confira como escolher o seguro do carro

03/10/2004

São tantas as ofertas e os pacotes oferecidos pelas seguradoras para veículos que, geralmente, o consumidor fica perdido. Por isso, na hora de avaliar as condições oferecidas pelas companhias, o consumidor deve encarar o seguro do carro como uma compra a prazo, em que a "mercadoria" ou o serviço só será entregue no ato do sinistro, caso ele ocorra. Assim, passa a ser de fundamental importância a forma de atendimento dispensada ao segurado.

A Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) considera que a maior parte das companhias oferece bons produtos ao consumidor. Mas isso não impede reclamações no Procon em relação ao não-pagamento de indenização e discordância em relação aos valores pagos, por exemplo.

Avaliação - O primeiro passo na escolha da companhia é pedir a avaliação de um corretor de seguros, profissional habilitado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) para intermediar a venda do serviço.  Para evitar uma situação de desconforto, antes de fechar negócio, procure ouvir a opinião de outros profissionais sobre o tipo de plano oferecido. Cabe ao corretor, depois de fechada a venda, prestar toda a assistência no ato do sinistro: preencher o formulário que é enviado à seguradora, providenciar cópia dos documentos (CPF, RG e carteira de motorista) de todos os envolvidos no acidente, certidão negativa de multas e recibos do IPVA quitados.

A seguir, é recomendável que seja verificada a idoneidade da empresa por meio do "Cadastro de Reclamações Fundamentadas" da Fundação Procon de São Paulo (www.procon.sp.gov.br). Após a pré-seleção da seguradora, o próximo passo é avaliar qual a melhor modalidade de seguro para seu caso: o convencional ou o de perfil, que vem sendo utilizado por 99% das empresas.

Cautela - O seguro convencional é ideal para quem estaciona o carro na rua, sai à noite, viaja bastante, como é o caso dos jovens. Também é bom para quem mora em uma pequena cidade, mas trabalha em São Paulo. Essa modalidade não restringe a indenização às condições determinadas pelo segurado no ato da contratação, como ocorre com o seguro por perfil.

 No seguro feito de acordo com o perfil do usuário, é possível obter descontos que reduzem o custo. Eles são dados por meio da análise de um questionário em que o cliente informa sobre quem usa o veículo, em quais trajetos e como ele é guardado.

Apesar do menor custo, é preciso cuidado. Se a informação for incompleta ou incorreta, o segurado poderá perder o direito à indenização. De acordo com profissionais, na maioria das vezes os problemas ocorrem por ausência de informações claras no questionário.

Benefícios - Além das coberturas adicionais, como carro reserva, as seguradoras costumam acenar com alguns benefícios. Eles nada custam ao consumidor. Já estão contidos na conta do risco. É que de cada cem seguros fechados, dez acabam sendo acionados.

O problema é que mensurar os benefícios, agregados ao seguro, acaba sendo difícil. As dificuldades começam porque cada seguradora modifica um pouco as normas. Depois de definir o tipo de seguro e a modalidade de cobertura, o consumidor deve solicitar orçamento. Fique atento para não contratar coberturas adicionais que não serão utilizadas. É o caso, por exemplo, do carro extra ou reserva, que pode ser dispensado por quem mora perto do trabalho ou tem mais de um carro.

Para conseguir comparar os serviços oferecidos, o consumidor deve pedir orçamento discriminado, indicando quanto cada uma das coberturas adicionais pesa no custo final.

Os preços do seguro tomam por base uma tabela de riscos das marcas e modelos. Os veículos mais visados são os que saíram de linha (Fusca, Santana e Tipo) e acabam sendo roubados para "abastecer" os desmanches.

Fonte: TPT Comunicação Ltda.