Spread cai para pessoas físicas, mas tem leve alta para empresas

26/03/2009
Brasília - O spread para as famílias (pessoas físicas) caiu 43,6 para 41,5 pontos percentuais, de janeiro para fevereiro deste ano. A informação foi divulgada hoje (26) pelo Banco Central. Para as empresas, no entanto, houve ligeira alta de 0,1 ponto percentual, chegando a 18,9 pontos percentuais. O spread geral caiu de 30,5 para 29,7 pontos percentuais. O spread é a diferença entre os juros que os bancos pagam na hora de pegar dinheiro (captação) e quanto cobram dos clientes na hora do empréstimo. A redução do spread é considerada uma condição para o barateamento do crédito ao tomador final e está sendo estudada pelo governo. Ontem (25), em audiência no Senado, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve discutir, na reunião de hoje (26), propostas para redução do spread. Meirelles não adiantou as propostas em estudo, mas reconheceu que o spread bancário no Brasil “é historicamente maior do que em muitos países e aumentou bastante em 2008, principalmente depois da crise".

Fonte: Agência Brasil