Inadimplência cai 2,4% em setembro

09/11/2004

Pesquisa realizada pela Serasa/S.A. revela que a inadimplência de pessoa física caiu 2,4% em setembro em relação ao mês anterior. Indicador que considera todas as modalidades de inadimplência (registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições  financeiras, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras), mostra que esta queda foi um fato isolado. Isso porque no comparativo com o mesmo mês do ano passado, setembro registrou aumento de 1,2%. Já no acumulado dos nove primeiros meses do ano, registrou ligeira alta, de 1%, em comparação com o mesmo período de 2003.

O maior responsável pela inadimplência foi o cheque sem fundo, que representou 36% do total do indicador da pessoa física. O cheque pré-datado aumenta em até 47 vezes os riscos de quem dá e quem recebe o pagamento, em relação a um cheque à vista. Enquanto apenas 0,22% dos cheques para compensação imediata são devolvidos, essa porcentagem sobe para 10,34% no caso de um pré-datado para 180 dias, ou seja, o risco é 47 vezes maior. Perde o lojista, que fica sem receber, e perde o consumidor, que pode ter seu nome apontado no Serasa e no Banco Central.

O alongamento dos prazos de recebimento de cheques pré-datados deve ser feito de forma criteriosa por quem emite e quem recebe. O consumidor deve-se planejar adequadamente na hora de assumir uma dívida. Estudo da Serasa feito a partir da avaliação de 1,5 milhão de cheques pré-datados mostra que o consumidor inadimplente não deixa de ser zeloso. Ele é cauteloso, mas não faz planejamento a longo prazo: não conta com as despesas extraordinárias, como IPVA e IPTU, nem com aquelas contraídas numa emergência.

A segunda modalidade com maior peso no indicador da Serasa foi o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras (participação de 33% no acumulado de janeiro a setembro), seguida dos registros no sistema financeiro (bancos), com 29% do total.

De acordo com o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundo foi de R$ 447, o de títulos protestados foi de R$ 629, registros no sistema financeiro, de R$ 935, e de outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), R$ 244.

Fonte: TPT Comunicação Ltda.