"O pior da crise já passou no Brasil", diz ministro da Fazenda

15/04/2009
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (15) que o pior da crise econômica mundial já passou no Brasil. Ele fez a afirmação durante audiência promovida pelas comissões especiais que analisam os efeitos da crise e pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Finanças e Tributação, na Câmara dos Deputados. “O fundo do poço já passou para o Brasil”, disse o ministro. Acrescentou também que há sinais de melhora nas economias dos outros países. Ele chamou atenção, porém, para os ativos tóxicos (títulos sem validade no sistema financeiro), que ainda não foram solucionados. Mantega afirmou que o mercado está um pouco mais calmo, e o crédito interbancário começou a financiar a produção. Segundo ele, a reunião do G20 contribuiu para acalmar o sistema financeiro e o setor produtivo. “Avançou um pouco por amenizar a desconfiança. Mas há o medo de perder o emprego e o de fazer aplicações.” O ministro deixou claro, no entanto, que ainda é cedo para fazer previsões, porque a situação pode mudar. No entanto, ele disse acreditar no encurtamento da crise em razão das medidas que vêm sendo tomadas pelos governos mundo afora. Mantega também previu que no último trimestre a economia norte-americana já demonstrará sinais positivos, com reflexos para o Brasil e para os outros países. Ele apresentou dados que mostram que, depois da China, o Brasil é considerado o segundo mais atrativo para os investidores. Durante a explanação que fez aos parlamentares, o ministro voltou a enfatizar que a crise financeira externa provocou forte deterioração, mas o Brasil reúne condições mais favoráveis para enfrentá-la.. De acordo com o ministro, as medidas do governo atenuam os impactos e permitirão uma saída mais favorável para o Brasil. Ele voltou a dizer que o Pais foi um dos últimos a entrar na crise e pode ser um dos primeiros a sair dela. Mantega citou várias medidas que foram adotadas pelo governo para enfrentar a crise, como o incentivo à construção civil, a ajuda de R$ 1 bilhão aos municípios e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automobilística.

Fonte: Agência Brasil