Fundo garantir de crédito faz parte da ajuda a pequenas e médias empresas, diz Mantega

15/04/2009
Brasília - O fundo garantidor de crédito, que está em estudo, faz parte da estratégia do governo para ajudar pequenas e médias empresas a enfrentar os efeitos da crise econômica mundial no país. A informação foi dada hoje (15) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante audiência promovida pelas comissões especiais que analisam os efeitos da crise econômica mundial no país e pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Finanças e Tributação, na Câmara dos Deputados. Segundo ele, essas empresas foram prejudicados porque os grupos maiores, acostumados a buscar financiamentos no exterior, passaram a disputar crédito no mercado nacional. “Com isso, a disponibilidade de crédito foi menor, mesmo com os bancos voltando a emprestar o que emprestavam antes. Com o aumento da demanda, as pequenas e médias empresas acabaram prejudicadas e fizemos, então, leilões para auxiliá-las”, explicou. Mantega disse que atualmente o Banco Mundial, mesmo com a demanda mundial, “é fichinha”, se comparado ao BNDES. O ministro voltou a comentar a troca de comando no Banco do Brasil. Ele disse que, num primeiro momento, o BB agiu como banco privado. “Agora, a missão da atual diretoria é a de ampliar o crédito e fomos informados de que o spread já está caindo nos demais bancos”, disse. “Se pegarmos o DNA dos banqueiros, veremos que eles são conservadores. Os nossos também e isso, neste momento de crise, foi bastante positivo para o país”, completou. O cadastro positivo também foi apontado como fundamental pelo ministro como forma de aumentar a concorrência entre os bancos e levar os correntistas ao BB. Segundo ele, o cadastro positivo vai permitir que o Banco do Brasil amplie cada vez mais sua carteira de clientes. “Se um banco não quer emprestar ao cidadão, o BB pode oferecer crédito a esse cidadão”, disse, referindo-se ao cadastro positivo como forma de garantir uma atuação mais agressiva dos bancos públicos no mercado

Fonte: Agência Brasil