Mangabeira Unger defende revolução inovadora no país a partir da agricultura

11/05/2009
Medianeira (PR) - O secretário de Assuntos Estratégicos, ministro Mangabeira Unger, disse hoje (11) que a grande revolução possível no Brasil atualmente é o uso dos recursos do Estado para instrumentalizar a energia inovadora da população. Para ele, a agricultura é o terreno mais fértil para iniciar essa revolução. Mangabeira Unger disse que “a característica mais importante do Brasil é que ele fervilha de vitalidade empreendedora e criativa, mas se meteu numa camisa de força de instituições, de práticas e de ideias que suprimem essa vitalidade, em vez de instrumentalizá-la”. Segundo ele, para usufruir dessa qualidade é preciso inovar também nas instituições políticas e econômicas. “A agricultura é a área mais importante, e vamos começar a obra por essa parte", disse. Ele considera o cooperativismo o melhor caminho a ser seguido. Para colher informações e exemplos de boas experiências, ele e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, visitam, hoje e amanhã (12), cooperativas rurais no estado do Paraná. Unger também quer saber quais são os problemas que o setor enfrenta. “O Brasil tem um interesse estratégico em que essa experiência exemplar do cooperativismo agrícola supere seus problemas e possa ajudar a apontar o caminho para o país”, disse ele. Ao visitar a Cooperativa Lar, no município de Medianeira, o ministro disse que o país poderá alcançar “um lugar proeminente no mundo”, se definir seu caminho corretamente. Medianeira é a primeira das quatro cidades paranaenses que Mangabeira e Stephanes vão visitar até amanhã. O setor recebeu hoje a boa notícia da publicação, no Diário Oficial da União, da portaria que repassa recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para acertar a situação de financiamentos concedidos a agroindústrias, indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas e a cooperativas agropecuárias. O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, disse que o volume de recursos é “muito bom”, mas destacou que, quando os produtores e cooperativas procuram os bancos, são orientados para aguardar o empréstimo mais um pouco, devido ao período de crise.

Fonte: Agência Brasil