Vai viajar? Faça seguro da casa

20/12/2004

Vai viajar e está preocupado com a casa, que ficará abandonada? Essa pode ser uma boa época para contratar um seguro incêndio. Em geral mais abrangente do que há alguns anos, hoje o seguro incêndio é chamado de compreensivo (também conhecido como conjugado ou multirisco), por compreender diversos ramos em uma única apólice, como desmoronamento e alagamento, e não apenas incêndio.

Além de conjugar várias coberturas em um só contrato, essa modalidade de seguro apresenta outras vantagens, como redução de taxas em relação aos seguros convencionais e a possibilidade de escolha pelo segurado das coberturas mais adequadas às suas necessidades, resultando em um plano personalizado.

A Resolução CNSP nº 86/2002 criou os seguintes ramos de seguro relacionados a incêndio: incêndio tradicional e bilhete, seguro compreensivo residencial, seguro compreensivo condomínio e seguro compreensivo empresarial. O incêndio tradicional é aquele em que o segurado só pode contratar as coberturas previstas na tarifa de seguro incêndio do Brasil (TSIB), que pode ser considerado básico.

Já o seguro compreensivo residencial, por ser um seguro compreensivo, oferece coberturas além daquelas previstas na TSIB que pertencem a diferentes ramos. Esse seguro é destinado a residências individuais, casas e apartamentos, habituais ou de veraneio. Da mesma forma funcionam o seguro compreensivo condomínio, dirigido a condomínios verticais e horizontais, e o empresarial, destinado a empresas e indústrias.

A cobertura básica compreende perdas e danos materiais causados por incêndio, raio e explosão causada por gás empregado na iluminação ou uso doméstico. Entre as coberturas acessórias mais freqüentemente oferecidas pelas seguradoras estão terremoto, danos elétricos e queimadas em zonas rurais.

Antes de contratar, além de pesquisar, é importante tomar alguns cuidados, como saber os bens que não estão cobertos (jóias, papel-moeda, plantas, por exemplo) e ler tudo antes de assinar. De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o consumidor deve conhecer as condições contratuais completas já na proposta. As obrigações do segurado e as eventuais restrições a seus direitos têm de estar em destaque.

Também é fundamental que o segurado entenda tudo o que está no contrato, e por isso, os termos técnicos usados nele têm de vir explicados na parte das condições gerais. Além disso, qualquer alteração de cláusulas do contrato que cause restrição ou ônus para o segurado tem de contar com sua concordância expressa, por escrito.

Fonte: TPT Comunicação Ltda.