Poupança tem a maior captação desde dezembro de 2007

06/08/2009
Brasília - Os depósitos em cadernetas de poupança foram maiores do que as retiradas, no mês de julho, o que gerou captação líquida positiva de R$ 6,672 bilhões, segundo dados divulgados hoje (6) pelo Banco Central (BC). Esse é o maior valor desde dezembro de 2007, quando foram registrados R$ 9,134 bilhões. Os depósitos em poupança costumam ser maiores em dezembro por conta do pagamento do 13º salário. O mês de julho foi o terceiro seguido de captação líquida positiva neste ano (R$ 1,880 bilhão em maio e R$ 2,089 bilhões em junho). Em fevereiro também foram registrados maiores depósitos do que retiradas no valor total de R$ 751,395 milhões. Em julho, os depósitos somaram R$ 89,935 bilhões e os saques, R$ 83,262 bilhões. No mês, o rendimento da caderneta foi de R$ 1,474 bilhão e o saldo está em R$ 290,337 bilhões. O relatório do Banco Central tem por base dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que destina recursos ao setor imobiliário, e da poupança rural. No dia 13 de maio deste ano, o governo anunciou uma medida, que ainda não está em vigor, para evitar a migração de grandes investidores de fundos de investimento para a caderneta de poupança. Houve esse temor porque com as reduções da taxa básica de juros, que remunera títulos públicos integrantes da cesta de aplicações dos fundos de investimentos, a poupança está mais atrativa. A poupança é remunerada pela Taxa Referencial mais 0,5% ao mês e não há cobrança de taxa de administração. No caso das aplicações nos fundos são cobrados taxa de administração e Imposto de Renda. A proposta de mudança ainda não foi enviada ao Congresso. Pela nova regra, será descontado Imposto de Renda do rendimento de poupança que exceder R$ 50 mil. De acordo com o governo, atualmente apenas 1% dos poupadores aplica mais do que R$ 50 mil na caderneta. No último dia 3, o secretário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse que os movimentos que ocorreram até agora no mercado financeiro ainda não justificam mudanças na caderneta de poupança ou na forma de tributar as aplicações, mesmo com a redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 8,75% ao ano. As instituições financeiras também têm adotado estratégias para evitar a saída de investidores dos fundos de investimentos, com redução das taxas de administração e da aplicação mínima.No último dia 24 de julho, por exemplo, o Banco do Brasil anunciou mudança de estratégia. Edição: Tereza Barbosa

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Kelly Oliveira