Caem atrasos de empresas e pessoas físicas

30/12/2004

A inadimplência vem caindo entre pessoas físicas e empresas. Esse novo quadro deve ser seguido de um adequado planejamento, para que os compromissos agora no início do ano - quando tradicionalmente as despesas de dezembro e janeiro com festas, presentes, impostos, viagens, escola, entre outras, provocam aumento nos atrasos dos pagamentos - não deteriorem esse quadro. Um atraso puxa outro, criando um efeito dominó para pessoas e empresas.

De janeiro a novembro, segundo a Serasa, a inadimplência das empresas caiu 16,4%,  comparada  com igual período de 2003. As maiores reduções ocorreram agora no final do ano. O mesmo aconteceu com as pessoas físicas, que preferiram usar o 13º salário e outras entradas extras de dinheiro para pagar dívidas. Ao mesmo tempo, as linhas de crédito cresceram, o que pode acabar se refletindo em novos picos de inadimplência de janeiro a março. Em  novembro, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos das  pessoas  jurídicas  atingiu R$ 1.194. Já o valor de títulos protestados registrou R$ 1.329 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi de R$ 2.812.

Segundo os técnicos da Serasa, a diminuição da inadimplência de empresas em todo o País ao longo de 2004 deve-se ao crescimento da economia brasileira, que tem contribuído para a expansão das vendas.

Os  fatores  que  favoreceram  este  cenário  no  mercado interno foram a recuperação da demanda estimulada pelo maior número de pessoas empregadas e pela  melhora  nas condições de crédito ao consumidor;  e a maior realização  de  investimentos  produtivos  pelas  empresas. 

Contribuiu ainda a queda na inadimplência pelas pessoas físicas. Pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra mais pessoas recuperaram o crédito em dezembro. Foram 1.053.628 cancelamentos de registros de negativação ante uma inclusão de 967.685 registros, o que demonstra a preocupação do consumidor de limpar o nome e recuperar o crédito. Levantamento realizado pelo site DiárioNet, com 1.280 internautas, mostrou que 59% das pessoas destinaram o dinheiro do 13º para pagar dívidas.

Fonte: TPT Comunicação Ltda.