Economia brasileira cresce 1,3% no terceiro trimestre

10/12/2009
Rio de Janeiro - A economia brasileira cresceu 1,3% no terceiro trimestre do ano na comparação com o trimestre anterior. O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, chegou a R$ 797 bilhões no período, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da estimativa feita ontem (9) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou que a expansão no período seria de 2%. A maior elevação foi registrada no setor industrial, cuja alta na produção chegou a 2,9%, seguida pelo setor de serviços, que apresentou expansão de 1,6%. Já a atividade agropecuária teve queda de 2,5%. Em relação ao mesmo período de 2008, o PIB teve queda de 1,2%. Nessa comparação, os serviços registraram o melhor desempenho, com alta de 2,1%, enquanto a agropecuária teve queda de 9,0% e a indústria, de 6,9%. Na mesma comparação, o consumo das famílias aumentou 3,9%, o 24º período de crescimento consecutivo. Um dos fatores que contribuíram para o resultado foi o comportamento da massa salarial real, que cresceu 2,5% no terceiro trimestre de 2009, com aumento da ocupação e do rendimento médio do trabalho. A despesa de consumo da administração pública variou 1,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2008 e os investimentos (formação bruta de capital fixo) caíram 12,5%. No acumulado do ano, a soma das riquezas produzidas no país registrou queda de 1,7% em relação a igual período do ano passado. O IBGE também divulgou dados revisados relativos ao segundo trimestre do ano. Na nova leitura, a economia teve, naquele período, expansão de 1,1% em relação aos três meses anteriores (inicialmente, a elevação apontada foi de 1,9%), depois de ter caído 0,9% de janeiro a março (antes, o dado apresentado foi de queda de 0,8%). Em relação ao segundo trimestre de 2008, a nova leitura revela retração de 1,6%, mais intensa do que a de 1,2% calculada anteriormente. Essa revisão de dados é realizada pelo IBGE após verificar informações de levantamentos posteriores, também feitos pelo instituto. Matéria alterada para acrescentar informação // Edição: Juliana Andrade

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Thais Leitão