Caixa e BNB emprestaram no ano passado R$ 3 bilhões a pequenos empreendedores

14/01/2010
Brasília - Pessoas com renda de até R$ 1,5 mil por mês e pequenos empreendedores são os principais clientes do microcrédito no país. Segundo o gerente nacional de Aplicação Pessoa Física da Caixa Econômica Federal, Jorge Pedro de Lima Filho, no ano passado, o total concedido nessa modalidade de crédito em 2009 foi de quase R$ 1 bilhão. “São clientes de baixa renda, que não têm conta corrente comum, têm conta corrente simplificada. Quando eles abrem essa conta simplificada, recebem em casa um oferecimento de crédito para usarem quando necessário. Até R$ 1,5 mil, mas a maioria [dos cliente] é de um a dois salários mínimos”, disse. No caso dos empreendedores, explicou Lima Filho, quem usa esse tipo de crédito são os pequenos empresários. “São os donos dos pequenos empreendimentos, são os donos de lojinhas de cachorro quente, pequenas mercearias, costureiras.” De acordo com o superintendente em exercício Área de Microfinança Urbana do Banco do Nordeste (BNB), Marcelo Azevedo, no ano passado, a instituição atendeu a mais de 520 mil empreendedores e, assim como na Caixa, a maioria foi de micro e pequenos empresários. Além disso, há entre os clientes do banco pessoas que trabalham na informalidade. “Grande parte dos nossos clientes são mulheres, e esses empreendedores costumam trabalhar na informalidade. São sacoleiros, artesãos e donos de lanchonetes, pequenas mercearias e pequenas indústrias”, acrescentou Azevedo. Ele disse que a maioria dos empreendedores que procuram o microcrédito tem dificuldade para obter crédito em outros bancos. Esse crédito é usado normalmente para capital de giro, para que os tomadores possam dar mais prazo na venda do produto e diversificar seus estoques. No ano passado, o Banco do Nordeste emprestou mais de R$ 2 bilhões para pequenos empresários. Azevedo observou que o nível de inadimplência nesse tipo de empréstimo é baixo: 1,6% do total da carteira, considerando atrasos de 90 dias. Azevedo citou um estudo publicado pelo banco, no qual verificou-se que, em cinco anos, cerca de 60% dos clientes que estavam em situação de pobreza conseguiram sair dessa condição. “Isso mostra que o programa é eficaz em termos de geração de renda e de redução das desigualdades.” O Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado tem como objetivo incentivar a geração de trabalho e renda entre os microempreendedores populares e dar apoio técnico às instituições de microcrédito produtivo orientado para fortalecer a prestação de serviços a esse tipo de cliente. Edição: Nádia Franco

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Roberta Lopes