Inflação preocupa Copom em cenário de crescimento da economia

04/02/2010
Brasília - O Banco Central continua preocupado com a inflação e indica que está disposto a conter as pressões inflacionárias neste ano de retomada do crescimento da economia. O Comitê de Política Monetária do BC (Copom), avalia que, “diante dos sinais de retomada da demanda doméstica podem aumentar os riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória das metas”. Segundo a ata do comitê, divulgada hoje (4), a demanda pode provocar a redução da margem de ociosidade dos fatores de produção, evidenciada por indicadores de utilização da capacidade na indústria e do mercado de trabalho, e do comportamento recente das expectativas de inflação. “Nesse ambiente, cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos”, registra a ata. O documento destaca que os técnicos do Banco Central entendem que as perspectivas para a evolução da atividade econômica doméstica continuam favoráveis. Eles se basearam em dados do comércio, da utilização da capacidade na indústria e do mercado de trabalho, “bem como pelos sinais de continuidade da expansão da oferta de crédito, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas”. Outro dado considerado é a confiança de consumidores e empresários que, segundo o Copom, tem demonstrado sinais consistentes de recuperação. “Nessas circunstâncias, o ritmo da atividade depende, de forma importante, da evolução da massa de rendimentos reais, dos efeitos das medidas de estímulo fiscal e do incremento das transferências governamentais que ocorrerão nos meses à frente”, diz a ata. Na ata consta ainda que o comitê levou em consideração a estabilidade nos preços da gasolina e do gás de cozinha em 2010. Ontem (3), o governo anunciou que a partir de sexta-feira (5), a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) ficará menor para a gasolina. A alíquota cairá de R$ 0,23 para R$ 0,15 por litro. No caso das tarifas de telefonia fixa, a ata mostra que a estimativa para este ano é de alta de 1,6%, enquanto a taxa de energia elétrica fecharia com aumento de 3,3%. No conjunto dos preços administrados, a projeção de alta foi mantida em 4,0%. Edição: Tereza Barbosa

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Daniel Lima