Previdência lidera captações e é opção

22/09/2004

O segmento de previdência privada no Brasil continuam com destaque entre as diversas categorias de fundos de investimentos da economia brasileira e estão em primeiro lugar no ranking de depósitos em 2004. A modalidade soma R$ 6 bilhões em ingressos até o mês de agosto, superando os R$ 4,2 bilhões aplicados em fundos de investimento de renda fixa. O patrimônio total da aplicação encerra os oito primeiros meses com R$ 30,43 bilhões, crescimento de 38,3% em relação ao encerramento de 2003, quando atingiu R$ 22 bilhões, segundo os dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid).
Em agosto, os depósitos foram de R$ 865 milhões, volume bem superior à média mensal da categoria, de R$ 660 milhões, verificada em 2003.

Por segmento - Os fundos de previdência de renda fixa seguem como carro-chefe do segmento e receberam R$ 4,09 bilhões em depósitos no acumulado do ano ou 67,72% do volume total investido, seguido de longe pelos fundos de previdência multimercados sem renda variável, com captação de R$ 801 milhões ou 13,35% do total, pelos multiíndices, com R$ 443,34 milhões (7,4% do total), balanceados, com R$ 413 milhões (7,2%) e dos multimercados com renda variável.

A escolha de um fundo de aposentadoria de renda fixa é, sem dúvida, opção mais segura e recomendada para seu capital, sobretudo pela característica da previdência privada de complementar sua renda futura ou aposentadoria. Os altos juros oferecidos no Brasil são um grande diferencial, principalmente em aplicações de longuíssimo prazo como essas.

Se você está em fase inicial de poupança, os depósitos são muito mais relevantes do que o rendimento. Mas, se você está em fase final de acumulação de capital, não deve correr riscos e concentrar grande parte dos recursos em dólar, bolsa ou fundos de grande risco.

Imagine que você esteja para começar a usufruir o dinheiro acumulado durante toda a sua vida e resolva aplicar tudo em um fundo de previdência cambial e o dólar recue 19%, como ocorreu em 2003. Seria frustrante e perigoso. Tudo que você possuía no início do ano teria ficado quase 20% menor e isso comprometeria seriamente seus planos.

Mudanças - Se você é investidor da modalidade, saiba ainda que o governo anunciou a criação de um novo regime tributário para a previdência complementar que começará a vigorar em janeiro de 2005. A mudança visa compatibilizar a categoria com a nova tributação dos fundos de renda fixa, que também entra em vigor no próximo ano.

A tributação antiga continua a valer para quem quiser permanecer nela. Mas o governo criou uma nova alternativa para quem quiser migrar ou ingressar nos fundos que estarão sob as novas regras. Agora a alíquota será decrescente, conforme o tempo de permanência dos recursos na aplicação.
O valor começa punitivo, em 35%, para os recursos que permanecerem investidos por até dois anos. A seguir, a alíquota do imposto cai cinco pontos porcentuais a cada dois anos que o investidor mantiver o dinheiro aplicado, até atingir a taxa mínima de 10%, no prazo de dez anos.

As novas regras, alteradas via medida provisória, passarão a valer a partir de janeiro de 2005 e serão aplicadas em todos os produtos, como o Plano Gerador de Benfício Livre (PGBL), o Vida Gerador de Benefícios Livre (VGBL) e o Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi). Portanto mantenha-se informado.

Fonte: TPT Comunicação Ltda.