CMN autoriza linha de crédito para exportadores de automóveis, eletrônicos e eletrodomésticos

29/04/2010
Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu hoje (29) como serão distribuídos os R$ 80 bilhões que reforçarão a linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor de bens de capital. Também foi autorizada a criação de uma linha de R$ 7 bilhões para financiar as exportações de bens duráveis, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Na última segunda-feira (26), uma medida provisória ampliou de R$ 44 bilhões para R$ 124 bilhões os recursos das linhas que compõem o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Com a decisão de hoje do CMN, a linha mais beneficiada foi a de produção de bens de capital em geral, cujo limite de recursos passou de R$ 18 bilhões para R$ 62,5 bilhões.



Dentro dessa linha, o sub-limite para a compra de equipamentos para usinas hidrelétricas foi ampliado de R$ 7 bilhões para R$ 8 bilhões. Os financiamentos para bens de capital do setor elétrico são diferenciados porque têm prazo maior de amortização, 20 anos. Além disso, o beneficiário tem quase 10 anos de carência antes de começar a pagar o empréstimo.



A linha de financiamento de ônibus e caminhões para médias e grandes empresas passou de R$ 10,5 bilhões para R$ 28 bilhões. Para o Programa Pró Caminhoneiro, que financia a compra de caminhões por profissionais autônomos e pequenas empresas, o montante subiu de R$ 2 bilhões para R$ 8,6 bilhões e os juros foram mantidos em 4,5% ao ano. Para aquisição de ônibus e caminhões por empresas maiores e para as linhas voltadas à exportação de bens de consumo, os juros passam de 7% para 8% ao ano a partir de julho. As taxas das demais linhas sobem de 4,5% ao ano para 5% ao ano.



O orçamento da linha de crédito para exportação de bens de capital foi ampliado de R$ 8,6 bilhões para R$ 15,9 bilhões.

O CMN, no entanto, acabou com o financiamento a importadores de mercadorias brasileiras. “Verificamos que a demanda não estava tão forte como o esperado”, afirmou o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira.

Dentro do PSI, apenas duas linhas não tiveram o orçamento ampliado. Os financiamentos para inovação tecnológica (desenvolvimento de produtos) e para o Programa Capital Inovador, que estimula o desenvolvimento de bens de capital, permanecem dentro do limite de R$ 1 bilhão.





Edição: Vinicius Doria

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Wellton Máximo