Boa hora para renegociar dívidas

08/04/2005

O acirramento da concorrência entre os bancos no segmento de crédito pessoal está possibilitando aos devedores a renegociação de dívidas em melhores condições de prazos e taxas. Entre as opções mais atraentes ainda está a contratação de um novo empréstimo com taxas de juros menores do que a incidente sobre o débito antigo. A melhor alternativa atualmente é o crédito com desconto em folha de pagamentos.

Você contrata um empréstimo novo, no valor da dívida antiga, e paga o débito com prestações menores. Pode ser até em um banco diferente do que você tem a dívida. A taxa média de juros dessa operação, segundo os dados do Banco Central, é de 2,8% no crédito consignado, mas variam muito entre as instituições, portanto, vale uma pesquisa.

No crédito pessoal convencional, os juros são de 4,8% ao mês. Uma dívida de R$ 5 mil, por exemplo, seria transformada em 24 prestações de R$ 289,00 descontadas diretamente no pagamento. No crédito pessoal, as prestações seriam de R$ 355,00. No cheque especial ou cartão de crédito, para quitar o débito em dois anos, você teria que pagar cerca de R$ 475,00 por mês.

Outra forma interessante de quitar a dívida atualmente é pedir o adiantamento da restituição do imposto de renda. Antecipando os recursos, você quita a débito no ato, pára de pagar juros altos e ao receber o reembolso do IR terá quitado sua obrigação gastando muito menos do que se continuasse com a dívida antiga. Lembre-se ainda que o dinheiro da restituição será corrigido pela Selic integral, o que reduz ainda mais os juros da operação. Os juros médios nesse caso estão em cerca de 3% ao mês. Com a correção do dinheiro do IR, a taxa teórica cairia para menos de 2%.

Concorrência - Além dessas saídas imediatas, o devedor deve solicitar uma renegociação da dívida do cheque especial ou outros débitos no banco. A concorrência tem jogado para baixo as taxas de juros dos empréstimos pessoais. Muitas vezes, o devedor pega o dinheiro emprestado em outro banco para quitar a dívida, o que reduz o ganho da instituição inicialmente credora. Isso, além da possibilidade de perder o cliente. Para não perdê-lo, muitos bancos estão oferecendo o refinanciamento aos seus devedores. Lembre-se, porém, de que não adianta renegociar a dívida por uma taxa de juros elevada. Você precisa saber qual o encargo financeiro embutido e se existem opções mais atrativas, como as apresentadas acima.

Pelos dados de fevereiro, do volume total de R$ 36,9 bilhões da amostra pesquisada, 36,7% do crédito pessoal, ou R$ 13,6 bilhões, já correspondem aos empréstimos com desconto em folha de pagamento. Destes, 84% referem-se a empréstimos para funcionários públicos, ativos e inativos, e aposentados e pensionistas do INSS.

Fonte: TPT Comunicação Ltda.