Selic deve fechar 2010 em 12% ao ano, estimam analistas de mercado

12/07/2010
Brasília - A projeção de analistas do mercado financeiro para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2010 caiu de 12,13% para 12% ao ano, segundo o boletim Focus, divulgado hoje (12) pelo Banco Central (BC).

Para o fim de 2011, foi mantida em 11,75% ao ano a estimativa para a taxa Selic. Atualmente, a taxa básica está em 10,25% ao ano e a expectativa dos analistas é que na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, marcada para os dias 20 e 21 deste mês, a Selic seja ajustada para 11% ao ano.

A Selic é um instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a instituição considera que a economia está aquecida e a trajetória de inflação é de alta, eleva a a Selic.

O BC tem que perseguir uma meta de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem centro de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Essa meta é válida para este ano e 2011.

Para 2010, a projeção dos analistas para o IPCA caiu de 5,55% para 5,45%. Em 2011, os analistas esperam que a inflação oficial chegue a 4,80%, a mesma estimativa anterior. Essas previsões estão, portanto, acima do centro da meta de inflação.

O boletim Focus também traz projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que caiu de 9,03% para 8,68%, neste ano, e permaneceu em 5%, em 2011.

A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano também caiu – de 9% para 8,89%. Para o próximo ano, passou de 5% para 5,01%.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, caiu de 5,24% para 5,15%. Para 2011, a estimativa para esse índice permaneceu em 4,50%.

A expectativa dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e caiu de 4,80% para 4,78%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros

Edição: Juliana Andrade

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Kelly Oliveira