FMI perdoa dívida total do Haiti e pede que doadores colaborem para a reconstrução do país

22/07/2010
Brasília - O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou ontem (21) a anulação total de US$ 178 milhões das dívidas pendentes do Haiti com o órgão. O fundo aprovou ainda uma autorização de crédito facilitado para país, no período de três anos. O diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, apelou para que os doadores internacionais colaborem para a reconstrução do Haiti, devastado pelo terremoto de 12 de janeiro.

O FMI atendeu aos pedidos das autoridades haitianas. A decisão ocorre seis meses depois do pior terremoto registrado no país, que provocou pelo menos 222 mil mortes. As informações são do FMI.

De acordo com o órgão, as decisões integram a estratégia internacional de apoio à reconstrução do Haiti. O diretor do fundo defendeu o perdão da dívida global e sugeriu a implantação de um programa sustentado em uma estrutura econômica baseada na estabilidade e na reconstrução do país.

“Os doadores devem começar a cumprir rapidamente suas promessas ao Haiti", disse Strauss-Kahn. “Assim que a reconstrução for acelerada, os padrões de vida no país melhorarão rapidamente e a tensões sociais se acalmarão.”

Os recursos doados ao país serão aplicados em vários programas. Na relação apresentada pelo FMI estão planos para aumentar as reservas internacionais do Haiti e a ajuda ao Banco Central para administrar as potenciais oscilações no valor da moeda local – medida considerada importante para evitar aumentos nos preços dos produtos básicos consumidos pela população.

De acordo com o FMI, há ainda um programa de assistência técnica em médio prazo destinado ao reforço das instituições do Estado com concentração nas áreas de política e administração fiscais, preparação e execução do orçamento. Também há projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do Haiti de 9% no ano fiscal 2011-2012, chegando a 6% em 2015.

Outra projeção do programa do FMI para o Haiti é que a inflação atinja 8,5% até dezembro deste ano, mas seja reduzida para 7% até 2013. A política monetária está baseada na construção de uma posição externa sustentável.

Edição: Juliana Andrade

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Renata Giraldi