Analistas esperam que taxa básica de juros se mantenha em 10,75% ao ano até o fim de 2010

23/08/2010
Brasília - Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) não esperam mais por aumento da taxa básica de juros, a Selic, neste ano. A expectativa para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro, e para o final do ano caiu de 11% para 10,75% ao ano, atual patamar da taxa básica. Há quatro semanas, a previsão era de que a Selic fecharia 2010 em 11,75% ao ano. Para o final de 2011, a projeção para a Selic permanece em 11,50% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se nos próximos dias 31 de agosto e 1º de setembro. Neste ano, ainda haverá reuniões em outubro e em dezembro. Na última reunião do Copom, em julho deste ano, os juros básicos foram elevados de 10,25% para 10,75% ao ano.

A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,19% para 5,10%, neste ano. Para 2011, a estimativa subiu de 4,80% para 4,86%, após 18 semanas de estabilidade.

O boletim Focus também traz a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) que neste ano deve ficar em 5%, a mesma estimativa prevista anteriormente. Para 2011, a projeção passou de 4,52% para 4,53%.

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 8,46% para 8,50%, neste ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano, a expectativa passou de 8,51% para 8,56%. Para o próximo ano, foi mantida em 5% a projeção para esses dois índices.

A estimativa dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e foi alterada de 4,76% para 4,80%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

As estimativas constam do boletim Focus, publicação divulgada às segundas-feiras pelo BC com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.


Edição: Lílian Beraldo

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Kelly Oliveira