Taxas de juros apresentam pequena elevação em junho

18/07/2005

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, realizou em dez instituições financeiras, nos dias 2 e 3 de junho, pesquisa de taxa de juros de empréstimo pessoal e cheque especial para pessoa física. Os bancos que fizeram parte da pesquisa foram HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.

Segundo o levantamento, a taxa média do empréstimo pessoal dos bancos pesquisados foi de 5,42% a.m., superior à do mês anterior, que foi de 5,39% a.m., significando um acréscimo de 0,03 ponto percentual. Já a taxa média do cheque especial dos bancos pesquisados foi de 8,27% a.m., superior à do mês anterior, que foi de 8,25% a.m., significando um acréscimo de 0,02 ponto percentual. Nenhuma queda foi constatada na taxa de juros do cheque especial.

Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.

As taxas médias do empréstimo pessoal e do cheque especial continuam em movimento de alta. Neste mês, dos dez bancos pesquisados, cinco elevaram suas taxas no empréstimo pessoal, sendo que apenas um reduziu. No cheque especial, dois bancos apresentaram elevação.

Tomando-se como base as taxas médias do empréstimo pessoal e do cheque especial do mês de setembro de 2004, verifica-se que até junho de 2005 ambas as modalidades acumularam variação positiva de 0,28 ponto percentual. Embora de pequena magnitude, o crescimento é contínuo.

Pela nona vez consecutiva o COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou a taxa básica da economia – SELIC. Na reunião de maio, a taxa passou de 19,50% para 19,75% ao ano. A justificativa continua sendo basicamente a mesma: a necessidade de fazer com que a inflação fique dentro das metas do governo.

A eficácia desse instrumento de política monetária para conter a inflação vem sendo amplamente discutida pelos economistas, já que um dos grandes responsáveis pela inflação têm sido os chamados preços administrados (tarifas públicas e combustíveis, entre outros itens), pouco afetados pela taxa Selic.

De acordo com levantamento do Banco Central, apesar dos juros altos, a procura por novos empréstimos bancários continua crescendo. O consumidor deve pesquisar as diversas modalidades de crédito e tentar adequar às suas necessidades e ao seu orçamento. As taxas de juros de empréstimo pessoal costumam ser maiores para prazos de financiamento mais longos. Quem costuma utilizar o cheque especial deve ficar atento, pois desde fevereiro alguns bancos já estão cobrando outro encargo. Trata-se da CMC – Comissão para Manutenção de Crédito, que é cobrada quando o correntista utiliza o limite do cheque especial.

O custo de possuir um cheque especial é composto pelos seguintes itens: tarifa de cadastro, tarifa de renovação do cheque especial e tarifa de manutenção da conta e do cartão magnético especial. Ao utilizar o limite de crédito, além de tudo isso, o consumidor tem que pagar o IOF (imposto sobre operações financeiras), arcar com uma das maiores taxas de juros do mercado e, agora, arcar também com a CMC.

Fonte: Procon-SP