Compulsório e Selic freiam expansão do crédito, que está cada vez mais caro

28/04/2011

As restrições ao crédito impulsionaram a elevação do spread, que é a diferença entre os juros que os bancos pagam na captação do dinheiro dos investidores e os juros cobrados dos clientes na concessão de empréstimos. O spread passou de 28,5%, em dezembro, para os atuais 32,4% cobrados de pessoas físicas. No caso de operações com empresas, evoluiu de 17% para 19,6% no mesmo período, apesar de a inadimplência ter se mantido praticamente assente no trimestre, passando de 4,5%, em dezembro, para 4,7% agora.

Mas no decorrer deste mês de Abril, a conta paga por quem precisa recorrer aos bancos está ficando ainda mais cara, já como representação do aumento da percentagem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para 6% nas contratações de empréstimos internos e externos.

Segundo Túlio Maciel, os números obtidos pelo BC até o último dia 12, referentes aos oito primeiros dias úteis do mês, sugerem que a taxa média arrecadada pelos bancos nas operações com pessoas físicas haviam acrescido de 45% para 47,1% e permaneciam firmes nas transações com empresas. Dessa forma, a taxa geral de referência já subiu para 40,1%.

 

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Stênio Ribeiro