Segundo BC clientes poderão comparar preços e tarifas, com novas regras para cartões de crédito

26/05/2011

Entrará em vigor novas regras para cartões de crédito, os clientes do sistema financeiro terão condições de comparar preços de tarifas e anuidades de cartão de crédito e assim escolher o produto que seja mais adequado, avalia o chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC), Sergio Odilon dos Anjos. Na terça-feira (24), o BC realizou seminário para explicar e debater as novas medidas.

Uma das novas regras é que os bancos e as empresas de cartão de crédito terão que oferecer apenas duas opções de cartões, o básico e o diferenciado, associado a programas de benefícios e recompensas. No caso do cartão básico, a anuidade deve ser a menor entre todos os cartões ofertados.

Sergio Odilon afirmou que quanto mais benefícios e recompensas, possivelmente a anuidade será mais alta. Ele acrescentou que o cliente deve observar se vale a pena pagar o preço da anuidade do cartão diferenciado, levando-se em consideração os serviços oferecidos.

Ficou definida também a redução de 80 tarifas para cinco: anuidade; emissão de 2ª via do cartão; retirada em espécie na função saque; no uso do cartão para pagamento de contas; e pedido de avaliação emergencial do limite de crédito. Essa limitação no número de tarifas passa a valer para os cartões emitidos a partir de 1º de junho de 2011. Para quem já tem cartão de crédito ou adquirir até 31 de maio deste ano, as cinco tarifas valem a partir de 1º de junho de 2012.

A partir do próximo dia 1° de junho deste ano, o valor mínimo da fatura de cartão de crédito a ser pago todos os meses vai subir dos atuais 10% para 15% e esse valor sobe ainda para 20% a partir de dezembro de 2011.

A fixação de 15% e 20% levou em consideração o desejo do consumidor. Se fosse um percentual muito alto, estaríamos interferindo na decisão do consumidor de querer fazer o fluxo financeiro mensal diferente, garante Odilon.

A diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor no Ministério da Justiça, Juliana Pereira, orienta que, mesmo com as modificações no pagamento mínimo, o consumidor deve evitar o uso do rotativo do cartão de crédito. Ela ressalta que “é importante que a fatura seja paga integralmente. Os juros e adicionais financeiros cobrados por pagamento fora da data são os mais altos que temos. A despeito de padronização da tarifas, da cobrança e regulação, é preciso cautela.

Se caso houver descumprimento das regras pelas empresas e pelos bancos, o consumidor pode procurar os órgãos de defesa do consumidor. Odilon auxilia ainda que o consumidor procure a ouvidoria dos bancos e, caso não tenha o problema solucionado, faça uma reclamação no BC. O consumidor lesado tem várias instâncias para reclamar. A primeira é no próprio banco onde opera, na ouvidoria, sem prejuízo de vir ao Banco Central, Ministério Público ou Ministério da Justiça [Procons], para fazer sua reclamação, assegura Odilon.

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Kelly Oliveira