Planos de previdência ganham preferência para sucessão familiar

07/10/2005

Escritórios de advocacia e family offices – empresas especialistas na gestão financeira de patrimônios – têm indicado, com freqüência, planos de previdência complementar para pessoas que desejam planejar a sucessão familiar. O principal motivo para essa preferência está na agilidade na hora do recebimento da herança: em inventários, o dinheiro demora mais um ano para ser liberado. Na previdência, é possível sacar os recursos em até dez dias úteis.

Outra vantagem dos planos de aposentadoria é a inexistência de gastos para a transmissão de heranças. Em inventários, a soma de impostos sobre a herança, custos judiciais e honorários de advogados consomem cerca de 10% do patrimônio recebido pelos herdeiros. Em alguns estados, o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) pode chegar a 8%.

Marcello Ribeiro, da Icatu Hartford, acredita que grande parte das pessoas que investem em planos do tipo VGBL querem, na verdade, transferir a renda. Isso porque, no VGBL, as tributações de Imposto de Renda incidem apenas sobre os rendimentos, na hora do resgate.

Em comparação com o seguro de vida, o plano de previdência seria mais indicado para aqueles que têm recursos menos imobilizados: “Se a pessoa já tiver investimentos no mercado financeiro, é mais fácil transferir parte desse dinheiro para a previdência privada", explica Ribeiro. No entanto, se o patrimônio estiver aplicado em bens reais – imóveis, por exemplo –, é mais fácil fazer um seguro de vida.

Fonte: Icatu-Hartford