Aposentados e pensionistas aprovam empréstimo consignado

14/12/2005

O volume de operações de crédito consignado no setor público cresceu 206% entre setembro de 2004 e setembro de 2005. No mesmo período, o volume de operações de crédito consignado no setor privado cresceu 180%. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope e Vox Populi, 90% dos aposentados e pensionistas do INSS aprovam o empréstimo consignado e fariam a operação novamente.

De acordo com a mesma pesquisa, alguns fatores que diferenciam de forma positiva o empréstimo em folha em relação a produtos similares são: a maior facilidade na obtenção de crédito, a não necessidade de consulta ao SPC/Serasa, a maior agilidade na aprovação do crédito, o maior número de parcelas e o menor valor das prestações. Dados levantados pelo Ibope mostram que o perfil do tomador é do sexo feminino, tem em média 59 anos, uma renda pessoal de R$ 1.006,10.

Os empréstimos correspondem a duas vezes a renda e são feitos em 25 parcelas. O sucesso do crédito consignado mostra a importância das garantias para reduzir os juros e estimular a demanda. O estoque dessa modalidade cresceu 4,82% em relação ao mês passado e 109,5% em relação a agosto de 2004 e já representa 35% do crédito pessoal do mercado e 14,3% do crédito com recursos livres pessoa física. Cerca de 87% do estoque de crédito consignado é destinado a trabalhadores públicos. E entre os recursos livres, o crédito destinado às pessoas físicas segue sendo o grande destaque. Essa modalidade apresentou crescimento de 39,4% em 12 meses, passando de 22,9% do total da carteira de crédito em setembro de 2004 para 27,1% em setembro de 2005.

Como percentual do PIB, ela obteve ganho de 2 pontos percentuais, passando de 5,89% em setembro de 2004 para 7,84% em setembro de 2005. O prazo médio das operações de crédito pessoa física passou de 283 dias em agosto de 2004 para 307 dias em agosto de 2005. Os destaques no período foram os alongamentos do prazo do crédito pessoal, que passou de 261 dias para 312 dias, da aquisição de veículos, que passou de 455 dias para 475 dias, e da aquisição de outros bens, que passou de 153 dias para 160 dias.

Nos EUA, o crédito ao consumidor, que exclui os financiamentos habitacionais, representa aproximadamente 17,3% do PIB. Conforme estimativas, o Brasil tem potencial de expandir o crédito pessoa física para algo em torno 13% do PIB em 2015.

Fonte: Fenaseg