Segundo Dieese, a taxa de desemprego no Brasil deve continuar caindo

01/12/2011

O desemprego no Brasil deverá fechar o ano de 2011 em queda, apesar dos sinais de desaquecimento da economia acredita o economista Sérgio Mendonça, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese ), responsável pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita em conjunto com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).

Com base no desempenho do mercado em outubro, ele prevê para os meses de novembro e dezembro taxas em declínio. Nas sete regiões metropolitanas pesquisadas - Salvador, São Paulo, Recife, Porto Alegre, Fortaleza, Belo Horizonte e Distrito Federal - o número de desempregados somou 2,24 milhões.

Mendonça observou que, mesmo diante do crescimento mais moderado da economia, há melhora na situação do nível de emprego em relação às contratações com carteira assinada. Em São Paulo, por exemplo, apenas 15% dos trabalhadores são informais.

A região metropolitana de Recife foi a que apresentou a maior taxa de aumento do rendimento médio dos ocupados (2,3%) na variação mensal. Mas foi a região na qual as oportunidades de emprego mais cresceram. No entanto, a Grande Recife ocupa ainda a segunda colocação no ranking de desempregados em relação à população economicamente ativa (PEA), com a taxa 13,5%, em outubro, ante 13,9%, em setembro. A única exceção foi Salvador, onde a taxa ficou praticamente estável, passando de 15,8% para 15,9%.

Na região metropolitana de São Paulo, a taxa recuou para um dígito, com 9,9% ante 10,6%, o menor nível dos últimos 20 anos, empatado com janeiro de 1991. Nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, o total de desempregados foi estimado em 1,066 milhão, o que significa queda de 78 mil em comparação ao mês anterior. Como 22 mil pessoas deixaram o mercado de trabalho no período, o número de novas vagas atingiu 56 mil.

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Marli Moreira