Nesse momentos só pensamos em reduzir impostos. Diz Ministro sobre a maior taxa sobre a renda fixa.

15/02/2012

Guido Mantega, ministro da fazenda, falou que não era verdade,  que o governo estuda medidas para subir o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras. Reportagem publicada na edição de ontem (14) do jornal O Estado de S. Paulo informa que “o governo prepara mudanças na tributação do Imposto de Renda sobre as aplicações de renda fixa, como fundos de investimentos e CDBs [certificados de depósitos bancários]”. De acordo com o diário paulista, o objetivo do governo seria desestimular, por meio da elevação de impostos, “as aplicações que acompanham o sobe e desce da taxa básica de juros, a Selic”.

“Não procede. Não tem nenhum estudo para aumentar imposto de renda sobre aplicações financeiras. Nós só pensamos em reduzir impostos, neste momento. Não tem nenhum aumento de imposto previsto”, Mantega afirmou após a reunião do Conselho Político, que se estendeu, no Palácio do Planalto.
O Ministro Guido Mantega se reuniu com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e a secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Célia Correa, para discutir cortes no Orçamento da União. Ao chegar no Ministério da Fazenda, a Ministra declarou aos jornalistas que o anúncio dos cortes pode ser feito hoje (15).
O Conselho Político se reuniu por pouco mais de duas horas, no Palácio do Planalto, e teve a participação de lideranças de 15 partidos da base aliada na Câmara e no Senado. O Partido Republicano (PR) foi o único que não mandou representante. O deputado Lincoln Portela (MG), líder no PR na Câmara, disse que a Executiva Nacional do partido tinha reunião previamente agendada para as 11h e ele não tinha como participar do Conselho Político, agradeceu ao convite e apresentou desculpas.
Discutiram na primeira reunião do Conselho Político do ano, estratégias para a votação de matérias de interesse do Executivo, de modo a garantir o controle dos gastos públicos. Entre as prioridades elencadas pelo Executivo estão as votações do Fundo de Previdência dos Servidores Públicos (Funpresp), a Lei Geral da Copa e o Código Florestal.
 
 

Fonte: Agência Brasil / Repórter Daniel Lima e Stênio Ribeiro