Meta do setor de previdência é a expansão dos planos empresariais

19/01/2006

Empresas de previdência e seguradoras estão empenhadas em fazer com que aumente, nos próximos anos, o número de participantes em planos corporativos.

Com sete milhões de participantes em planos individuais de previdência e um cenário de menor crescimento à vista, a partir nos próximos anos, as seguradoras e empresas de previdência miram, agora, no segmento de planos empresariais. Esse mercado é constituído, principalmente, pelos planos fechados ao público, os fundos de pensão de empregados de empresas públicas e privadas, que acumulam um patrimônio de R$ 287,3 bilhões.

Na área da previdência aberta, os planos empresariais representam apenas 19% do universo. Para crescer no segmento empresarial, o setor luta pela criação de estímulos e para superar barreiras.

Renato Russo, presidente da Comissão de Vida e Previdência da Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg), avalia que a ampliação do segmento empresarial seria benéfica em razão de sua estabilidade. "As contribuições, embora menores, são regulares, e o volume de saída de recursos é pequeno, apenas 14% do total", afirma.

O setor está empenhado em buscar novos estímulos. Entre eles há um projeto que prevê a possibilidade de migração de parte dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para os planos de previdência.

Outro mecanismo foi incluído na Lei nº 11.196 (ex-"MP do Bem"), sancionada no final de 2005. Ela autoriza a utilização dos recursos depositados nos fundos de previdência como garantia para empréstimos imobiliários. (Colaboração de Jairo Baltaduonis - Especialista em Previdência Privada e Seguros).

Fonte: Segs