Levantamento do Procon constata pequena queda na taxa de juros

19/01/2006

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, realizou em dez instituições financeiras, no dia 3 de janeiro, pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial para pessoa física. Os bancos pesquisados foram HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.

Empréstimo Pessoal - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,42% a.m., inferior à do mês anterior, que foi de 5,44% a.m., significando um decréscimo de 0,02 ponto percentual.

As quedas verificadas foram:

Caixa Econômica Federal – alterou de 5,24% a.m. para 5,05% a.m., o que significa um decréscimo de 0,19 ponto percentual, representando uma variação negativa de 3,63% em relação à dezembro/05.
HSBC – alterou de 4,99% para 4,97%, o que significa um decréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,40% em relação à taxa de dezembro/05.

Os demais bancos mantiveram as taxas aplicadas em dezembro/05

Cheque Especial - a taxa média dos bancos pesquisados manteve-se em 8,31% a.m.. Não houve quaisquer alterações em relação às taxas praticadas em dezembro/05.

Os dados coletados referem-se às taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para cheque especial foi considerado o período de 30 dias. No caso de variação da taxa do empréstimo pessoal o tempo estipulado é de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo.

Conclusão

Neste mês, nenhum banco da amostra elevou suas taxas e, no cheque especial, a taxa média se mantém a mesma, pelo terceiro mês consecutivo.  No empréstimo pessoal, dos dez bancos pesquisados, dois diminuíram as taxas, o que provocou uma pequena queda na taxa média, em relação ao mês anterior.

Esse comportamento evidencia a cautela do mercado financeiro, frente aos rumos da política monetária. Depois de dois anos de significativa expansão do crédito para pessoa física – principalmente em decorrência do avanço do crédito consignado – há previsões de uma desaceleração em 2006.

Nesta época do ano, em que o orçamento está comprometido com impostos, taxas, matrículas e despesas com material escolar, o consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas e, se possível, utilizar o cheque especial somente em situações emergenciais e de curto prazo.

Obs. Os dados acima referem-se  a  taxas máximas pré-fixadas para clientes (pessoa física)  não preferenciais, sendo que, para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias e para o empréstimo pessoal, o  prazo  de  contrato  é  de  12 meses.

Fonte: Fundação Procon-SP