Foregon.com http://www.foregon.com/ Seu canal de produtos financeiros Centro-sul do estado do Rio pode voltar a cultivar caféhttp://www.foregon.com/noticias/579/centro-sul-do-estado-do-rio-pode-voltar-a-cultivar-cafeRio - O centro-sul fluminense, que foi o ponto de partida das grandes plantações de café no Brasil no tempo do Império, poderá voltar a cultivar o grão que, durante quase um século, se constituiu a principal riqueza do país. Os primeiros embarques de café para o exterior datam de 1779, totalizando 79 arrobas, ou o equivalente a 1.185 quilos. Já em 1806, as exportações atingiram o volume significativo de 80 mil arrobas, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). <br><br>Para estimular o plantio do grão no Rio de Janeiro, pesquisadores da Embrapa Solos estão realizando o zoneamento do café para o estado, buscando identificar as áreas com menor risco de perda de produção. Segundo o pesquisador Alexandre Ortega, da Embrapa Solos, responsável pela parte do trabalho relacionada ao clima, a ideia é “minimizar o risco e maximizar o sucesso”.<br><br>Os resultados preliminares do trabalho, que procura aperfeiçoar estudo anterior elaborado em 2000 pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), deverão ser divulgados em julho. A conclusão do zoneamento deve ocorrer até o fim deste ano.<br><br>O pesquisador Waldir de Carvalho, um dos executores do projeto, disse que há um potencial grande a ser explorado no estado para o cultivo do café pelos pequenos e médios produtores. Destacou, entretanto, que “a potencialidade está nas terras que hoje são usadas para pastagens”.<br><br>Atualmente, as regiões serrana e noroeste fluminense, com destaque para os municípios de Bom Jardim e Varre Sai, respectivamente, são as que mais produzem café no estado. “Em Varre Sai, 85% da renda do município vêm da cadeia do café”, informou Carvalho.<br><br>O zoneamento faz parte do Programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que tem o objetivo de estimular o plantio de alimentos pelo pequeno produtor rural, incluindo o agricultor familiar. Ortega acrescentou que a ideia é fomentar novos plantios no Rio de Janeiro e tornar mais competitivos aqueles que já estão implantados. <br><br>A variedade de café mais encontrada no estado é a arábica. Seu plantio está relacionado à questão do clima. “É um café de altitude, ou seja, lugares com temperatura mais amena e precipitação mais distribuída ao longo do ano”, disse Ortega. O pesquisador observou, porém, que a revitalização da cultura do café no Rio depende de políticas públicas, incentivos, financiamento e crédito, entre outros fatores. <br><br>Edição: Graça Adjuto<br> Fonte: Agência Brasil / Repórter: Alana GandraAlta produtividade e estabilidade da chuva podem ajudar país a ter sua maior safrahttp://www.foregon.com/noticias/578/alta-produtividade-e-estabilidade-da-chuva-podem-ajudar-pais-a-ter-sua-maior-safraBrasília - A cada levantamento da safra de grãos 2009/2010 feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mais o volume total estimado para a colheita se aproxima do recorde histórico, obtido no ciclo 2007/2008, de 144,1 milhões de toneladas. A pesquisa divulgada hoje (9), a sexta desde o início da safra, indica uma produção de 143,95 milhões de toneladas.<br><br>A previsão – feita com base em informações coletadas de representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados entre 22 e 26 de fevereiro – já é 6,5% superior aos 135,13 milhões de toneladas da última safra. Em relação à pesquisa divulgada no mês passado, o crescimento é de 0,6%. A melhor avaliação, segundo a Conab, deve-se à alta produtividade e à estabilidade das chuvas nas áreas de maior produção.<br><br>Beneficiada pelo clima, a soja, grão mais produzido no país, deve chegar a 67,57 milhões de toneladas, cerca de 10 milhões de toneladas a mais do que na safra passada. Nos estados que mais produzem, como Mato Grosso, Goiás e o Rio Grande do Sul, a colheita já supera os 50%.<br>Apesar do aumento de produção, a área plantada teve uma pequena redução, de 19,3 mil hectares, comparada à anterior, ficando em 47,65 milhões de hectares. Esse resultado indica o aumento da produtividade das lavouras.<br><br>Edição: Juliana Andrade Fonte: Agência Brasil / Repórter: Danilo MacedoPesquisador brasileiro desenvolve técnica para combater mosquito da denguehttp://www.foregon.com/noticias/577/pesquisador-brasileiro-desenvolve-tecnica-para-combater-mosquito-da-dengueSão Paulo - O pesquisador brasileiro Osvaldo Marinotti está desenvolvendo na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um mosquito geneticamente modificado que pode ser usado para reduzir a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue.<br><br>Como apenas as fêmeas do inseto picam e transmitem a doença, além de carregar os ovos, a técnica visa a diminuir essa população.<br><br>O mosquito que está sendo desenvolvido produz uma toxina no código genético que atrapalha a formação das fêmeas, deixando-as com as asas atrofiadas e incapazes de sobreviver. Os machos, no entanto, são normais. A ideia é que os ovos com esses mosquitos transgênicos sejam colocados na natureza. <br><br>Como as fêmeas são inválidas, apenas os machos teriam capacidade de voar e transmitiriam o código genético “inseticida” à medida que cruzassem com as fêmeas. As crias resultantes desses cruzamentos teriam fêmeas defeituosas e os insetos do sexo masculino normais, para transmitir a herança genética adiante. Com a população de fêmeas reduzida, a reprodução do inseto fica prejudicada.<br><br>Segundo Marinotti, a técnica pode ser capaz de exterminar a população de Aedes aegypti em uma localidade. “Mas mosquitos existem em todos os lugares. E mosquitos vindos de outros lugares vão repovoar aquela região”, acrescenta. Por isso, seria necessário fazer novas solturas do animal modificado para prevenir o aparecimento da doença.<br><br>O custo da técnica, segundo o pesquisador, não é muito elevado. “Eu acho que o custo maior talvez seja com a distribuição e logística”, ponderou.<br><br>Os mosquitos transgênicos estão atualmente passando por testes em “grandes gaiolas” no México. De acordo com o pesquisador, o uso do mosquito vai depender dos resultados desses testes, realizados em um sistema de contenção, sem soltar os animais na natureza.<br><br>“Esses resultados vão ser usados pelos órgão reguladores de meio ambiente e saúde pública. E vão avaliar se vale a pena e se é seguro fazer um teste em campo, em condições de soltar mosquito na natureza”, explicou.<br><br>Os insetos transgênicos estarão prontos para serem testados em campo em um prazo de um a dois anos, segundo Marinotti. <br><br>Edição: Juliana Andrade Fonte: Agência Brasil / Repórter: Daniel MelloAnalistas apostam que Selic aumentará só em abrilhttp://www.foregon.com/noticias/576/analistas-apostam-que-selic-aumentara-so-em-abrilBrasília - Os analistas do mercado financeiro esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) eleve a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual em abril deste ano. Atualmente a taxa básica está em 8,75% ao ano e a expectativa é de que suba para 9,25% no próximo mês. <br><br>Na reunião marcada para os próximos dias 16 e 17, os analistas consultados pelo BC esperam que a taxa permaneça no atual patamar. <br><br>O Copom eleva a taxa básica quando considera que a economia está aquecida e que a trajetória de inflação é de alta. O BC persegue a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para este e o próximo ano, a meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na projeção dos analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência para a meta de inflação, deve fechar 2010 em 4,99% e 2011 em 4,50%. <br><br>A Selic é a taxa praticada nas operações de curtíssimo prazo entre bancos e remunera empréstimos que o governo toma, por meio do lançamento de títulos. Essa taxa também influencia nos juros cobrados nos empréstimos ofertados pelas instituições financeiras aos seus clientes.<br><br>Edição: Graça Adjuto Fonte: Agência Brtasil / Repórter: Kelly OliveiraMantega reafirma que câmbio flutuante é melhor alternativa para o paíshttp://www.foregon.com/noticias/575/mantega-reafirma-que-cambio-flutuante-e-melhor-alternativa-para-o-paisSão Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar hoje (5) que o câmbio flutuante é a melhor alternativa para a economia brasileira e para corrigir os desequilíbrios. A afirmação foi feita durante palestra na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo.<br><br>Para Mantega, o câmbio flutuante é melhor quando outros países o respeitam. "Eu tenho levado essa questão ao G20 porque acho melhor uma medida tomada por um conjunto de países - eu defendo um regime cambial mais homogêneo", acrescentou.<br><br>O ministro considerou que, muitas vezes, a flutuação cambial é mais "suja do que pau de galinheiro. Precisamos de um novo Bretton Woods [sistema de gerenciamento econômico internacional que criou, em julho de 1944, as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo], alguém que entenda que só é bom quando todos tenham vantagens".<br><br>Mantega lembrou que em outubro do ano passado foram injetados US$ 14 bilhões na economia brasileira. "Foi um fluxo extraordinário, mas a compra de dólares não é suficiente. E por isso aplicamos o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no mercado de capitais", disse.<br><br>O ministro ressaltou, porém, que o IOF não foi usado para resolver o problema de valorização e sim "para eliminar o execesso de valorização [do real]". Mantega lembrou ainda que a medida do IOF foi importante para estancar "a queda do dólar, que poderia chegar a quase R$ 1,55. "Agora a flutuação é só para mais de R$ 1,80, nunca para baixo".<br><br>Mantega comentou que a criação do Fundo Soberano no ano passado também foi importante para controlar a flutuação cambial. "O fundo tem essa função de adquirir dólares, tal e qual o Banco Central", completou.<br><br>Edição: Graça Adjuto Fonte: Agência Brasil / Repórter: Ivy FariasCâmara permite a acionistas usarem FGTS para capitalizar a Petrobrashttp://www.foregon.com/noticias/574/camara-permite-a-acionistas-usarem-fgts-para-capitalizar-a-petrobrasBrasília – A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, emenda que autoriza os trabalhadores que compraram ações da Petrobras, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a usarem até 30 % do saldo de suas contas do fundo para adquirirem novas ações da estatal, no processo de capitalização da empresa para a exploração do petróleo do pré-sal.<br><br>A emenda para permitir a esses acionistas aumentarem sua participação na Petrobras foi negociada entre o governo e a oposição. Os aliados do governo eram contra a medida, mas acabaram cedendo aos apelos da oposição, que reivindicava o uso de 50 % do saldo do FGTS. A princípio, o governo aceitou o percentual de 20 %, mas como a oposição queria 50 %, o governo decidiu subir o percentual para 30 % e fechou o acordo com a oposição.<br><br>Em outra votação, os deputados aprovaram as regras para participação dos trabalhadores acionistas da Petrobras com até 30 % do saldo do FGTS. As aplicações serão feitas por meio de fundos mútuos de privatização e serão nominativas e impenhoráveis. Pelas regras aprovadas, depois de 12 meses, o trabalhador poderá optar pelo retorno do dinheiro aplicado a sua conta do FGTS.<br><br>As emendas foram aprovadas ao projeto que trata da capitalização da Petrobras para a exploração da camada do pré-sal. Com a votação dessas emendas e a rejeição de outros destaques que visavam modificar o texto aprovado ontem (2), a Câmara concluiu a votação do projeto. Agora, a proposta será encaminhada à apreciação do Senado Federal.<br><br>Edição: Rivadavia Severo Fonte: Agência Brasil /Repórter: Iolando LourençoInflação para consumidores de baixa renda cai em fevereirohttp://www.foregon.com/noticias/573/inflacao-para-consumidores-de-baixa-renda-cai-em-fevereiroRio - O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) de fevereiro ficou em 0,90%, 0,42 ponto percentual abaixo da taxa apurada em janeiro, informou hoje a Fundação Getulio Vargas (FGV). Nos 12 meses fechados em fevereiro (anualizada) a taxa passou para 5,07%.<br><br>O grupo transporte foi o que mais contribuiu para a queda do índice, que mede a inflação para os consumidores com renda familiar até 2,5 salários mínimos. A queda no item tarifa de ônibus urbano (5,39% para 2,83%) foi o principal motivo do resultado, que passou de 5,06% para 2,67%.<br><br>A única classe de despesa das sete que compõem o IPC-C1 que apresentou alta foi o grupo alimentação, que passou de 1,33% para 1,41%, devido principalmente ao aumento no preço do açúcar refinado (de 5,77% para 12,24%).<br><br>Também caíram os preços nos grupos: educação, leitura e recreação (2,45% para -0,45%), habitação (0,23% para 0,12%), vestuário (-0,10% para -0,58%), saúde e cuidados pessoais (0,19% para -0,01%) e despesas diversas (0,25% para -0,13%).<br><br>As principais influências partiram dos itens: cursos formais (8,00% para 0,19%), material de limpeza (1,16% para zero), roupas (0,34% para -0,84%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,27% para 0,04%) e alimento para animais domésticos (0,22% para -1,29%), nesta ordem.<br><br>Edição: Tereza Barbosa Fonte: Agência Brasil / Repórter: Flávia VillelaContribuinte deve ter cuidado ao recorrer a bancos para antecipar restituição do Imposto de Rendahttp://www.foregon.com/noticias/572/contribuinte-deve-ter-cuidado-ao-recorrer-a-bancos-para-antecipar-restituicao-do-imposto-de-rendaBrasília - Os contribuintes que têm direito à restituição do Imposto de Renda precisam analisar com cuidado os empréstimos que os bancos oferecem nesse período, como forma de antecipar a restituição. Como a Receita libera o dinheiro em sete lotes consecutivos, entre junho e dezembro, quem devolver o empréstimo no primeiro lote pagará um juro menor do que quem receber em dezembro.<br><br>O ex-diretor do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas, sócio da OF Consultoria Econômica, afirma que, antes de optar pelo empréstimo, é necessário analisar os problemas e as oportunidades. Ele lembra que o valor a ser restituído é corrigido pela taxa básica de juros, a Selic.<br><br>“Cada pessoa tem que analisar se está disposta a abrir mão do rendimento [de correção pela Selic] para tomar um empréstimo e pagar juros. Se há necessidade de pegar o dinheiro para aproveitar uma oportunidade ou resolver um problema, cabe a cada um avaliar”.<br><br>Freitas destaca que é preciso analisar outras possibilidades de crédito que possam ter taxas de juros mais baixas, como o crédito consignado, por exemplo.<br><br>Também há a possibilidade de a declaração cair na malha fina, o que impedirá a liberação do dinheiro a ser restituído no prazo imaginado pelo contribuinte. O banco irá cobrar o empréstimo de qualquer forma, em parcela única e no prazo estabelecido previamente, seja na data da restituição, ou não. No caso do Banco do Brasil por exemplo, foi marcado o dia 28 de fevereiro de 2011 como limite para a cobrança. “É preciso estar ciente de que há esse risco”.<br><br>Existem prerrequisitos para a antecipação da restituição. No caso do BB, o banco estatal empresta até 80% do valor, mas pode chegar a 100% se o contribuinte receber salário na própria instituição. Além disso, ele deve ser correntista do banco, ter limite de crédito aprovado e indicar o banco na declaração para receber a restituição.<br><br>As taxas de juros variam de 2,65% ao mês para financiamento de até R$ 5 mil e de 2,25% ao mês para operações acima desse valor. O valor máximo de empréstimo por cliente é de R$ 20 mil.<br><br>Na Caixa, os clientes podem tomar emprestado até 75% da restituição, com limites de R$ 300 a R$ 10 mil. O pagamento do empréstimo é debitado em conta-corrente no momento em que for creditada a restituição, ou no dia 30 de dezembro de 2010, o que ocorrer primeiro. São cobrados juros a partir de 2,07% ao mês. O contribuinte precisa ser cliente da Caixa, ter direito a restituição no ano vigente e indicar o banco na declaração como domicílio bancário.<br><br>As informações disponíveis no site do Bradesco mostram que, se o cliente recebe o salário em conta-corrente no banco, o empréstimo pode ser de até 300 dias, mas não deve ultrapassar dezembro de 2010. As taxas variam de 2,25% a 2,95 ao mês ou de 30,60% a 41,75% ao ano. <br><br>No caso do cliente que não tem conta-salário no Bradesco, as condições variam. Para 120 dias de empréstimo, o percentual liberado é de 80% do valor da restituição e a taxa de juros é de 2,95% ao mês ou 41,75% ao ano. O valor máximo do empréstimo é de R$ 20 mil, com incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).<br><br>Edição: Tereza Barbosa Fonte: Agência Brasil / Repórteres: Daniel Lima e Kelly OliveiraPreço do etanol cai 16,7% nas usinas, mas apenas 1% nas bombashttp://www.foregon.com/noticias/571/preco-do-etanol-cai-167-nas-usinas-mas-apenas-1-nas-bombasBrasília - Nas últimas cinco semanas, o preço do etanol pago ao produtor caiu, em média, 16,7%, segundo levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) com base em dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). Apesar disso, o preço nas bombas caiu apenas 1% no mesmo período.<br><br>Um levantamento feito pela Agência Brasil a partir dos preços registrados nas bombas de combustíveis entre os dias 21 e 27 de fevereiro, divulgados hoje pela ANP, mostrou que em apenas dois estados – Goiás e Mato Grosso – ainda vale a pena abastecer o carro bicombustível com etanol. <br><br>De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, uma das explicações para a diferença entre os reajustes é o aumento da margem de lucro das distribuidoras, enquanto o preço nas usinas caiu. “Enquanto o preço recebido pelo produtor caiu cerca de R$ 0,24 por litro em São Paulo ao longo de cinco semanas, o que se viu na bomba foi um recuo de apenas R$ 0,02 por litro.”<br><br>A demora no repasse do reajuste para baixo, segundo Rodrigues, prejudica o consumidor, tirando a competitividade do etanol ante a gasolina. Ele disse que, em dezembro, quando o preço do etanol nas usinas era semelhante ao atual, o preço médio para o consumidor em São Paulo era inferior a R$ 1,60. A média da última semana, de acordo com os dados da ANP, foi de R$ 1,80.<br><br>A redução da oferta de etanol desde o final do ano passado foi causada, principalmente, pelo excesso de chuvas no período de colheita. As precipitações impediram os produtores de cortar mais de 60 milhões de toneladas de cana, cerca de 10% da safra, por falta de condições adequadas para as máquinas colheitadeiras trabalharem.<br><br>Para tentar amenizar a situação, o governo decretou a redução da mistura obrigatória do etanol na gasolina, desde o dia 1º de fevereiro, de 25% para 20%, por um período de 90 dias. As usinas, por sua vez, anteciparão para março o período de moagem, que geralmente se inicia em abril.<br><br>Edição: Nádia Franco Fonte: Agência Brasil / Repórter: Danilo MacedoProjeção de analistas para 2011 é de mais inflação e alta de juroshttp://www.foregon.com/noticias/570/projecao-de-analistas-para-2011-e-de-mais-inflacao-e-alta-de-jurosBrasília - Analistas do mercado financeiro esperam mais inflação e juros mais altos em 2011. Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (1º) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no próximo ano subiu de 4,50% para 4,53%, depois de 86 semanas mantida estável.<br><br>Para 2010, foi a sexta semana seguida de projeção de alta para o índice oficial de inflação e agora é de 4,91%, contra 4,86% previstos na semana passada.<br><br>A projeção para o IPCA neste ano continua a se distanciar do centro da meta de inflação de 4,5%, com margem dois pontos percentuais para mais ou para menos. Essa meta é válida para este ano e 2011.<br><br>Apesar disso, os analistas não esperam que o BC, responsável por perseguir a meta de inflação, comece a aumentar os juros já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os dias 16 e 17 deste mês. Atualmente a Selic está em 8,75% ao ano. Ao final do ano, entretanto, a projeção é de 11,25%, a mesma do boletim anterior.<br><br>A projeção para a Selic (a taxa básica de juros da economia), instrumento do BC para controlar a inflação, passou de 11% para 11,25% ao ano, ao fim de 2011.<br><br>A estimativa dos analistas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) para este ano passou de 5,58% para 5,70%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa também subiu: de 5,30% para 5,86%, em 2010.<br><br>A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), por sua vez, caiu de 5,26% para 5,17%. Para 2011, a estimativa para esses índices – IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe – permanece em 4,5%.<br><br>A expectativa dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e em 4,50%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.<br><br>Quanto ao crescimento da economia neste e no próximo ano, os analistas não fizeram alterações nas projeções. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, permaneceu em 5,50% neste ano e em 4,50% em 2011.<br><br>Para o crescimento da produção industrial, neste ano, a estimativa passou de 8,41% para 8,60%. Os analistas também elevaram a estimativa para o próximo ano de 4,95% para 5%.<br><br>A projeção para a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB permaneceu em 41,70%, neste ano, e caiu de 40,30% para 40%, em 2011.<br><br>A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano permaneceu em US$ 10 bilhões e foi ajustada de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,8 bilhões, em 2011.<br><br>Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano permaneceu em US$ 50 bilhões e foi alterada de US$ 56,410 bilhões para US$ 57,890 bilhões, em 2011<br><br>A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 38 bilhões, em 2010, e em US$ 40 bilhões, em 2011.<br><br>Edição: Tereza Barbosa Fonte: Agência Brasil / Repórter: Kelly Oliveira