2017 e o crescimento dos bancos digitais

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Parece que a onda dos bancos digitais está apenas começando por aqui. Chamados de Fintechs – junção das palavras inglesas “financial” e “tecnology”, ou finanças e tecnologias – se referem à associação de serviços financeiros com a agilidade da internet. De agora em diante, isso deixa de ser novidade para se transformar em realidade. Por ser mais cômoda, a iniciativa tem conquistado, principalmente, o público jovem e aparece como uma alternativa para driblar as burocracias, demoras, filas, taxas e anuidades cobradas pelas instituições financeiras.

Mas toda essa mudança tem uma explicação: no início de 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a abertura e encerramento de contas pela internet e celular, processos que eram realizados exclusivamente pelos grandes bancos tradicionais apenas mediante a presença física dos clientes. Desde então, começaram a surgir diversas startups 100% digitais. A ausência de local físico reduz drasticamente os gastos de manutenção e funcionários, o que permite a diminuição ou a isenção de taxas e anuidades.

Outros atrativos e diferenciais oferecidos por essas startups são: saques e extratos ilimitados em caixas eletrônicos, cartões mais acessíveis de débito e crédito com limites maiores, transferências ilimitadas, movimentação da conta através de celulares e tablets, entre outros. Vale lembrar que nem todos os serviços estão disponíveis, já que o Conselho não aprova de forma remota a realização de algumas operações, como seguros e financiamentos.

Apesar de tantos benefícios, surgem algumas desvantagens, pois muitos desses bancos não dispõem de um número grande de caixas eletrônicos, permitindo que as operações sejam feitas apenas na rede Banco24Horas. Em outros casos, a ausência de agência apenas permite a criação de cartões de crédito, por exemplo.

Mesmo assim, esse crescimento dos bancos digitais tem preocupado, e muito, as grandes instituições financeiras, que já planejam estratégias para evitar a evasão de usuários. O Bradesco saiu na frente e foi o primeiro a anunciar a chegada de uma startup digital e parceira voltada para esse novo público. Batizado de NextBank, promete aos usuários um funcionamento exclusivo na rede por um aplicativo próprio. Entretanto, quanto às taxas que serão cobradas o Bradesco ainda não se pronunciou. O Itaú e outras instituições seguem na mesma ideia, porém sem nada concreto por enquanto. E, por fim, já existem bancos permitindo que os usuários transfiram suas contas tradicionais para a digital.

O processo foi simplificado, mas é preciso estar atento. Durante as movimentações pela internet, todo o cuidado é pouco – afinal, o ambiente virtual é muito amplo, o que pode transformá-las em um alvo fácil para golpes. Então, ao adquirir o novo serviço, utilize sempre celulares, tablets e computadores pessoais, com senha e atualizações frequentes de sistema operacional e antivírus. O acesso em redes públicas de internet também é extremamente não recomendado.

Enfim, para nós, clientes, resta aceitar a realidade e nos adaptarmos ao futuro. Entramos em um novo momento do sistema financeiro, muito mais rápido, fácil, dinâmico e acessível. O importante é sabermos usar a novidade ao nosso favor.

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