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Aumento da taxa Selic: como ficam os investimentos de renda fixa?

Por Camila SilveiraPublicado em

No dia 17 de março de 2021, o Banco Central elevou a taxa Selic para 2,75% ao ano e garantiu um aumento da mesma magnitude na próxima reunião, que acontecerá nos dias 4 e 5 de maio. A expectativa para os investimentos de renda fixa melhorou, porém, especialistas da área alertam que ainda existem riscos. 

De acordo com as projeções do último Boletim Focus, a inflação deve ser de 4,6% no fim do ano e a taxa Selic deve continuar nesse patamar. Isso significa que, nesse caso, os títulos pós-fixados ficariam no zero a zero devido à inflação. Apesar disso, vale enfatizar que tais perspectivas podem mudar.

"O mercado de juros futuros está precificando a Selic em 6% ao ano já, prevendo que o Banco Central vai ter que conter a alta da inflação e do dólar, acima do que prevê o consenso do BC", explicou Luis Barone, sócio-diretor da Galapagos Wealth Management. (Informações retiradas do Portal Exame Invest).

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Para 2022, as incertezas são ainda maiores. No âmbito interno, existem preocupações quanto ao resultado fiscal e às eleições, e no exterior as taxas de juros americanas futuras estão em alta devido ao pacote de estímulos do governo Joe Biden, de US$ 1,9 trilhão.

"Quando se começa uma alta de juros, a dúvida de até onde vai é crítica. A taxa média de juros no Brasil nos últimos dez anos é de 10%. Apesar de ninguém esperar mais uma Selic de dois dígitos, isso nunca pode ser descartado", afirma Sandra Blanco, estrategista-chefe da Órama. (Informações retiradas do Portal Exame Invest).

Aumento da taxa Selic: o que os especialistas em investimentos recomendam?

Neste momento, os especialistas recomendam diversificar os investimentos com títulos pós-fixados com liquidez diária, como o Tesouro Selic, fundo DI e a poupança, e com os títulos prefixados, desde que o investidor permaneça neles até o vencimento.

Apesar da poupança nova (depósitos a partir de maio de 2012) não oferecer um bom rendimento, a antiga (depósitos até maio de 2012) garante uma boa rentabilidade.

"Neste cenário, ter posições indexadas à inflação no seu portfólio não só contribui para a diversificação usual da sua carteira de investimentos como protege o poder de compra em um ambiente de maior incerteza por causa da retomada do crescimento global, da pandemia no Brasil e da política local", afirma Guilherme Dultra, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e sócio da Evox Capital.

Para o Luis Barone, da Galapagos, o fundo DI pode ser uma boa alternativa em situações de imprevistos, até porque garante liquidez. Além disso, o sócio-diretor enfatiza que "a curto prazo, a poupança tem um rendimento melhor do que o DI."

Vale ressaltar que existem opções de títulos públicos com maiores rendimentos, a partir de 7,5% ao ano, ou de 3,3% mais a inflação no Tesouro Direto.

No entanto, é possível conseguir retornos maiores em crédito privado com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Imobiliário (LCIs). Essas opções citadas são isentas de Imposto de Renda.

"É possível encontrar ainda opções de títulos privados de renda fixa com melhor rentabilidade, como debêntures (títulos de dívida), CRIs e CRAs. No entanto, como esses ativos não são garantidos pelo FGC, é preciso ficar atento ao risco do emissor dos títulos, e não só à rentabilidade dos mesmos", diz Leonardo Alvarenga, Diretor da Investmind.

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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