Ir para o conteúdo principal
Foregon.comConteúdos
Acesse sua conta

Banco Central: dívidas de famílias brasileiras continuam crescendo

Por Nara LimaPublicado em

A crise econômica causada pela pandemia da Covid-19 fez o endividamento das famílias brasileiras bater novo recorde de percentual. De acordo com dados do Banco Central, em março, o endividamento familiar com o sistema financeiro chegou aos 58,5%.

"O crescimento do endividamento das famílias mostra que o saldo de crédito para pessoas físicas tem avançado em um ritmo maior que o da renda dos trabalhadores", afirmou Fernando Rocha, Chefe do Departamento de Estatística do BC.

O cálculo utilizado pelo BC para chegar a essa porcentagem leva em consideração o total das dívidas bancárias dividido pela renda das famílias no período de 12 meses.

Imperdível
Sua chance de ter um cartão de crédito sem anuidade78.477 pessoas já pediram
Ver cartão
Encerra em 16:20

Esses dados incorporam informações cedidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar Continua (Pnad) e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), por isso, o porcentual possui certa defasagem e os dados de março só podem ser vistos agora.

Pandemia

A pandemia do coronavírus tem impacto direto nesse endividamento dos brasileiros, já que com as condições atuais do país, grande parte das famílias tem tido dificuldades para fechar as contas.

Como consequência dessa falta de recursos, a maioria das pessoas acabam procurando por crédito, o que resulta, consequentemente, em mais dívidas. No início da pandemia, em março de 2020, o endividamento total das famílias se encontrava em 49,4%, um porcentual de 8,6 pontos menor que o visto em março deste ano.

O BC ainda indicou a dificuldade da realização de pagamentos mensais dos empréstimos e financiamentos bancários. O comprometimento da renda mensal com essas dívidas ficou em 30,5% em março, acima dos 30,0% comparado ao mesmo período do ano passado. 

Os dados gerais atualizados até maio mostram que as concessões no crédito livre subiram 2,2% ante abril, para R$ 347,5 bilhões. Nos 12 meses até maio, a alta foi de 2,0%. O crédito livre conta com operações em geral, com exceção das que utilizam recursos da poupança e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Por influência da crise econômica, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito caiu 6,5 pontos porcentuais de abril para maio. O BC ainda informou que a taxa imposta passou de 336,1% para 329,6% ao ano.

Ainda dentro de cartão de crédito, no caso dos parcelados, o juro passou de 165,7% para 164,4% ao ano. Esse número considera o juro total do cartão de crédito, levando em conta operações do rotativo e do parcelado, nos quais a taxa passou de 65,5% para 62% ao ano.

Vale lembrar que esses dados não levam em conta ajustes sazonais. Os números foram influenciados diretamente pelos efeitos da segunda onda da pandemia no país.

Descomplicamos?

Essa e diversas outras notícias do mundo das finanças você encontra no blog da Foregon. Em caso de dúvidas ou sugestões, deixe seu comentário aqui embaixo.

Até mais!

Gostou? Deixe seu curtir
Compartilhe
Nara Lima

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, gosta de escrever sobre educação financeira. Preza pela facilidade da leitura e pela checagem das informações, buscando produzir um conteúdo de leitura simplificada e que sane as dúvidas do leitor.

Ver todos os posts

Deixe seu comentário

Leia também

C6 Bank abre 500 vagas de emprego em diversas áreas

Covid-19: Câmara aprova isenção de Imposto de Renda para pessoas com sequelas da doença

Facebook renova linha Portal, o novo dispositivo de videochamada

Nubank permitirá que seus clientes tenham mais de um cartão virtual

Open banking: BC define dados que precisam ser detalhados na fase 4

Gás de cozinha: fogão a lenha volta a ser mais usado por brasileiros

Novo Bolsa Família começa a ser pago em novembro

Shell planeja investir R$ 3 bilhões em energia renovável no Brasil