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Bancos já emprestaram R$ 1 trilhão desde início da pandemia de coronavírus

Por Thais SouzaPublicado em

Diante de uma crise, como a causada pelo coronavírus, muitas empresas fecham as portas e os trabalhadores acabam sendo prejudicados economicamente.

Um fator que comprova isso é o balanço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) publicado no dia 29 de junho, no qual aponta que os bancos já emprestaram mais de R$ 1,12 trilhão desde o início da quarentena no país. 

"Mesmo em meio a um cenário bem adverso decorrente da pandemia, os bancos fizeram relevantes concessões de crédito, na casa de R$ 1,1 trilhão, incluindo operações novas, renovações de dívidas e carências de parcelas vencidas no período", afirma o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em nota ao Broadcast.

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Crise do coronavírus: aumento no pedido de empréstimos

Diante de um cenário de crise financeira, a expectativa costuma ser negativa em relação à concessão de crédito. Isso porque, o risco de inadimplência aumenta e os bancos, por sua vez, dificultam a contratação desses serviços.

Porém, não foi o que aconteceu. Somente nos meses de março, abril e maio foram emprestados R$ 981,2 bilhões, alta de 5,4% em comparação com o mesmo período de 2019.

Além das concessões de crédito, os números também incluem operações novas realizadas pelos bancos que foram adaptadas às necessidades da população, como: renovações de dívidas e carências de parcelas vencidas no período.

Segundo o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, em entrevista para o portal G1, os bancos estão abertos para mais prorrogação e postergação de contratos de crédito com os clientes – e até agora já foram prorrogados mais de dez milhões de contratos por 60 e 120 dias. 

Redução nos juros 

Ainda segunda a Febraban, houve uma redução de juros para serviços de crédito mesmo com o aumento do risco de inadimplência da população. A taxa de juros para operações de crédito, que antes era de 23,1% ao ano, depois da pandemia recuou para 20,4%.

Além disso, para pagamentos de fatura de cartão de crédito atrasadas e cheque especial, a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi zerada. Isso também vale para os seguintes casos: 

  • Pagamentos parciais da fatura (entre o mínimo e o total);
  • Contratação de parcelamentos;
  • Não pagamento ou pagamento menor que mínimo até o vencimento;
  • Saques no Brasil com cartão de crédito. 

Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário que a gente descomplica para você.

Até a próxima! 

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Thais Souza

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos relacionados a investimentos e empréstimos e acredita que esse tipo de conhecimento pode mudar a vida das pessoas. Busca impactar a vida dos usuários que buscam resolver um problema ou conhecer melhor um produto ou serviço financeiro.

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