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“Boleto é cringe”: entenda a relação da geração Z com o dinheiro

Por Nara LimaPublicado em

Recentemente, os millennials, nascidos entre 1980 e 1994, descobriram pelas redes sociais que pagar boletos é "cringe". Mas essa descoberta não surgiu do nada, tá? A geração Z foi a grande responsável por informar os mais velhos do hábito que eles consideram um verdadeiro "mico".

O que é cringe?

Para você entender melhor sobre o que estamos falando, primeiramente saiba que a palavra cringe é uma gíria usada nas redes sociais para indicar algo meio constrangedor. Sabe aquela vergonha alheia que sentimos em determinadas situações? Então, é isso!

O motivo que levou ao "meme" não é o ato de pagar efetivamente os boletos, mas sim dos millennials ficarem utilizando a palavra excessivamente, ou seja, a Gen Z considera essa uma atitude cringe.

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No entanto, aqueles que possuem mais de 26 anos afirmam que isso é motivo de piada, pois os mais novos, em sua maioria, não precisam se preocupar com as contas e dívidas do começo do mês. 

Se para alguns jovens pagar boleto é cringe, qual é a relação deles com o dinheiro? Hoje vamos te explicar o que mudou entre as gerações e como os Gen Z lidam com esse assunto. Aproveite a leitura.

Geração Z: quem são e como eles consomem?

A geração Z é composta por pessoas que nasceram entre 1995/1996 e o início dos anos 2010. Entre a maioria dos jovens que fazem parte dessa geração, o principal objetivo da vida é trabalhar muito para conseguir comprar bens pessoais, como roupas, carro e celular. Por isso, muitos buscam consumir marcas que compartilham de suas crenças pessoais.

De acordo com uma pesquisa realizada pela McKinsey, 70% dos jovens entrevistados optam por comprar de empresas que consideram éticas, e cerca de 65% busca checar a origem de tudo o que consome.

Apesar de muitos millennails acharem que não, a geração Z também paga boleto. Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com o SPC Brasil e o Sebrae, seis em cada dez zillennials contribuem financeiramente para o sustento da casa.

Contudo, apesar do auxílio voltado para o lar, quando o assunto é controle das finanças pessoais, os Gen Z não costumam realizar nenhum controle do orçamento. Inclusive, a taxa de jovens que estão com o nome negativado é considerada alta.  

Geração Z e o mercado financeiro

Outro ponto a ser levado em consideração é que essa geração conhece menos sobre investimentos e quase não utiliza produtos financeiros. Isso significa que, além de não aplicarem seus recursos em modalidades, como poupança ou fundos de investimento, eles nem mesmo chegam a guardar dinheiro.

"É natural que a geração Z apresente menor conhecimento sobre o tema porque reúne muitas pessoas que começaram a trabalhar recentemente e são poucas as que pensam em planejamento financeiro e investimentos nessa etapa da vida", diz Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima.

Conclusão

De modo geral, podemos perceber que a geração Z é mais consciente com suas compras, mas não sabe como utilizar o seu dinheiro da melhor forma. Uma saída para evitar que o mesmo ocorra com as próximas gerações é a educação financeira que, infelizmente, não é um assunto muito comum.

Inserir esse tema na grade de ensino do país poderia auxiliar esses jovens e os próximos que estão por vir.

Descomplicamos?

E ai, qual sua opinião sobre o assunto? Em caso de dúvidas, relatos ou sugestões, deixe seu comentário aqui embaixo!

Nos vemos em breve!

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Nara Lima

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, gosta de escrever sobre educação financeira. Preza pela facilidade da leitura e pela checagem das informações, buscando produzir um conteúdo de leitura simplificada e que sane as dúvidas do leitor.

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