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Com a alta da taxa Selic, vale a pena fazer consórcio?

Por Camila SilveiraPublicado em

No momento de adquirir um bem ou serviço de alto valor, é completamente normal sentir insegurança em relação ao orçamento pessoal, afinal, um novo compromisso está sendo assumido, correto?

Diante da alta da taxa Selic para empréstimos e financiamentos, o consórcio está sendo uma alternativa para muitas pessoas. Mas, será que realmente vale a pena contratar essa opção? Descubra agora mesmo!

Setor de consórcio teve adesão durante a pandemia

Mesmo com a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, o setor de consórcio foi um dos poucos que não foi afetado, tendo uma grande adesão. 

No ano passado, houve recorde de vendas, ultrapassando a marca de três milhões de novas cotas negociadas. Em 2021, essa alta acentuou mais ainda. 

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac), até o mês de julho, o crescimento sobre o mesmo período do ano anterior foi de 31,1% em número de contas vendidas e 65,1% em volume de créditos comercializados.

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Segundo o diretor da Multimarcas Consórcios, Fernando Lamounier, diversos fatores contribuem para esse crescimento, sendo que um deles é a consciência por parte das pessoas de que o momento atual requer planejamento.

"Muitas pessoas viram os preços subirem e entenderam que não é a hora de comprar produtos, mas sim de planejar a compra futura. Alguns tiveram o privilégio de fazer home-office e conseguiram poupar algum dinheiro que seria gasto com viagens, lazer e restaurantes e, por isso, puderam investir num consórcio. Adicionalmente, o mercado se mostra cada vez mais profissional e resiliente, passando mais confiança e atraindo novos clientes", analisa.

Um exemplo vivo dessa realidade é o profissional autônomo Paulo Marchetti, de 37 anos, que aderiu ao consórcio no começo desse ano, para trocar o seu Fiat Punto 2013 por um novo. Ele conta que escolheu pelo setor de consórcio por oferecer condições melhores que financiamentos tradicionais.

"Antes de tomar a decisão, a primeira coisa que fiz foi comparar de forma geral como seria feito o pagamento do valor em cada um dos tipos de financiamentos. Como estou sem trabalho fixo, é difícil pagar parcelas antes, ainda mais se tiver o acréscimo de juros. Pelo consórcio, além de ter mais tempo para o pagamento das mensalidades, consegui dar o meu carro antigo no lance para a retirada da carta de crédito", detalha.

O que é e como funciona o consórcio?

O consórcio é composto por um grupo de pessoas que têm o mesmo objetivo: comprar um determinado tipo de bem.

Todos se juntam nesse objetivo comum por meio de uma administradora autorizada pelo Banco Central e dividem o valor do bem em prestações mensais. Todo mês um ou mais participantes do sorteio são contemplados com o bem, de acordo com as regras do consórcio.

Ao final do prazo do contrato, todas essas pessoas terão acesso à carta de crédito com o valor do bem corrigido. Vale lembrar que isso não é considerado um investimento.

Quem não quer depender da sorte e nem esperar o final do consórcio (que pode demorar anos) pode antecipar a contemplação por meio de lances. Ou seja, todo mês durante o sorteio, é possível se propor a pagar uma porcentagem do saldo devedor. Se o seu lance for melhor do que o oferecido por outros participantes, a carta de crédito é liberada e você segue pagando as parcelas já usufruindo do crédito.

Por fim, é importante ressaltar que existem consórcios para carros, motos, caminhões, casas, apartamentos e prédios comerciais, bem como para viagens e tratamentos estéticos.

Com a alta da taxa Selic, vale a pena fazer um consórcio?

Para quem busca comprar novos bens de forma planejada e mais econômica, o consórcio pode ser uma alternativa interessante, até porque reúne praticidade, segurança e taxas de juros menores, quando comparadas com empréstimos e financiamentos convencionais.

"As vantagens são inúmeras e passam desde um valor menor para adquirir (comparado a financiamento e empréstimos); poder de compra à vista com a carta de crédito em mãos; flexibilidade para a escolha do produto (novo ou usado); planejamento financeiro para a aquisição dos seus sonhos, diminuindo o risco de endividamento. O consórcio não tem juros, ele trabalha com a taxa de administração. E, o valor, independentemente da administradora, é muito menor do que qualquer financiamento. O processo tende a ser bem menos burocrático, mas obviamente exige compromisso com os boletos mensais", explica Fernando Lamounier.

Descomplicamos?

Esperamos ter ajudado você com esse conteúdo. Em caso de dúvidas ou sugestões, deixe o seu comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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