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Como a alta do dólar afeta minhas finanças pessoais?

Por Banco PANPublicado em
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Existe um fenômeno na Economia chamado de fluxo cambial. De forma bastante simplificada, ele diz respeito ao volume de moeda estrangeira que entra e sai de um país. No Brasil, o fluxo cambial mais conhecido é o do dólar.

Em todos os dias úteis, você consegue acompanhar a variação do dólar, que reflete a desvalorização do real em relação à moeda dos Estados Unidos.

Há muitas variáveis que resultam na oscilação — inclusive a interferência do Banco Central, que desempenha um papel determinante porque pode colocar ou retirar dólares do mercado quando julgar necessário.

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Não é um sistema simples de entender, mas é simples de acompanhar. Diversos sites publicam em tempo real a cotação do dólar. Até o Google informa esse índice. Se você for ao buscador e procurar por "cotação dólar" ou simplesmente "dólar", um box vai aparecer para você com a cotação do dia e com o histórico dos últimos dias, semanas ou até 5 anos.

O aspecto prático é, então, o que mais importa para você. Como, afinal, o dólar afeta as suas finanças pessoais?

A primeira resposta que vem à cabeça é aquela: "compras em dólar". É claro que quem pretende fazer a compra de um equipamento importado pela internet ou tem uma viagem marcada para os Estados Unidos sofre diretamente os impactos.

Mas o dólar mais alto impacta a sua vida de várias outras maneiras, que listamos a seguir.

#1 Taxa básica de juros

Quando a taxa de juros é alta em um país, investidores estrangeiros preferem investir naquele mercado porque a rentabilidade é maior. Acontece isso com frequência no Brasil. Quando o dólar cai por aqui, o Banco Central pode optar por aumentar a taxa básica de juros (Selic) para atrair esses investidores, fazendo com que mais dólares entrem no País — e, assim, faça a cotação da moeda estrangeira cair.

O aumento da taxa de juros mexe nas suas finanças de várias maneiras. Com juros mais altos, pode ficar mais caro pedir um empréstimo no banco, entrar no cheque especial, usar o rotativo do cartão de crédito e por aí vai. E o inverso também é verdadeiro: Selic menor tende a fazer esses juros de mercado caírem.

A Selic impacta também o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é o indexador calculado para várias aplicações de renda fixa — como o CDB, por exemplo. Por isso, juros mais altos são péssimos para quem está devendo, mas ajudam quem investe nesse e em outros tipos de aplicação baseadas em CDI.

#2 Inflação

Sempre que se fala de dólar, o verbo "pode" é bem-vindo. Afinal, não existe uma ciência exata em torno da variação do dólar, e sim tendências apenas.

Em tese, quando o dólar provoca o aumento generalizado dos preços de produtos importados e até de nacionais (alimentos, eletrônicos, combustível), pode acontecer de ser registrada uma alta na inflação.

Mas atenção: o simples fato de o dólar subir não significa que a inflação vá ser maior. Para isso acontecer, é preciso haver um aumento nos preços a ponto de puxar a inflação para cima.

Uma dúvida talvez tenha pintado para você: "como assim o dólar pode provocar o aumento do preço de produtos nacionais?". Explicamos isso nos itens a seguir.

#3 Produtos nacionais

Muitos produtos nacionais sobem de preço com a alta do dólar. A explicação para esse fenômeno está numa palavra que você certamente vem ouvindo nas últimas décadas: "globalização". Mesmo os produtos nacionais usam componentes importados da China e de outros países.

Por exemplo, eletrodomésticos, computadores e TVs são fabricados no Brasil, mas muitos componentes que vão dentro desses aparelhos são importados. Com o dólar mais alto, o custo de fabricação aumenta e esse custo é repassado para o consumidor. Isso foi destaque em diversas reportagens quando houve um aumento acentuado da moeda americana no início da pandemia do coronavírus, em março de 2019, como nesta matéria do UOL.

Seguindo a mesma lógica, alguns alimentos também têm ingredientes importados. Um caso clássico, muito usado como exemplo em faculdades de Economia, é o pão francês. É um produto tipicamente brasileiro, mas se a farinha de trigo for importada, o preço final também pode subir na padaria.

Resultado: com alguns produtos mais caros nas prateleiras e no e-commerce, o seu custo de vida aumenta — e suas finanças são afetadas.

#4 Gasolina, diesel e até a luz

Até 2017, a Petrobras adotava uma política de preços que gerava uma dependência menor da cotação do dólar. Naquele ano, houve uma mudança. A política de venda de combustível para as distribuidoras passou a levar em conta o preço do barril de petróleo no mundo todo, que é sempre cotado em dólar.

O UOL explica de maneira didática nesta matéria a decisão: "a Petrobras agora leva em consideração quanto ela poderia ganhar se exportasse seus produtos para outros países".

Conclusão: quando o dólar sobe, a gasolina e o diesel normalmente chegam às distribuidoras — e, portanto, aos postos de gasolina — a um preço mais alto. Não tem jeito: esse aumento é repassado ao consumidor final.

Como muitas usinas termelétricas usam diesel para gerar a energia usada em todo o Brasil, o custo dessa produção aumenta também. No final, com a alta do dólar, a conta de luz sobe também.

Completamente imprevisível

Só existe uma certeza no mercado: o dólar vai variar. Mas existe uma incerteza também: ninguém sabe prever se ele vai subir ou descer. Seria ótimo saber se daqui a dois meses a moeda americana vai valer 20% mais do que vale hoje. Seria investimento com retorno garantido. Mas nunca é.

Por isso, sempre que você ouvir previsões dos rumos do dólar, tenha cautela antes de tomar qualquer decisão. Imprevisibilidade é o nome do jogo.

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