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Como reduzir até 40% dos gastos e fazer o Auxílio Emergencial render

Por Banco PANPublicado em

Autônomos, pequenos empreendedores e outras pessoas muito afetadas pelos efeitos da pandemia têm agora como única opção o Auxílio Emergencial oferecido pelo Governo Federal. É um dinheiro curto, que varia de R$ 600 a R$ 1.200,00, e exige uma reorganização do orçamento familiar.

Vamos fazer neste post um pequeno projeto de gestão do orçamento familiar. A ideia aqui é ajudar você a enxergar os seus gastos em quatro categorias. Com isso, você vai poder perceber quais podem ser cortados, reduzidos e adiados. E quais são simplesmente intocáveis.

Para não ficarmos apenas na base da imaginação, vamos nos basear em dados reais das famílias brasileiras. Um estudo do IBGE chamado de "Pesquisa de Orçamento Familiar" (POF) e publicado pela Folha de São Paulo mostrou uma média de quanto gastava uma família brasileira entre 2017 e 2018. Os gastos normais são esses considerando a casa toda:

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· Alimentação: 14,2%;

·  Habitação (aluguel, condomínio etc.): 29,6%;

·  Prestação de imóvel: 0,9%;

· Vestuário: 3,4%;

· Transporte: 14,6%;

· Higiene e cuidados pessoais: 2,9%;

· Assistência e saúde: 6,5%;

·  Educação: 3,8%;

·  Recreação e cultura: 2,1%;

· Fumo: 0,4%;

·  Serviços pessoais: 1,0%;

· Impostos: 4,7%;

· Contribuições trabalhistas: 3,5%;

·  Serviços bancários: 1%;

·  Pensões, mesadas e doações: 0,9%;

· Previdência privada: 0,2%;

·  Imóvel (aquisição): 2,7%;

·  Imóvel (reforma): 1,3%;

· Empréstimo: 2,4%;

·  Outras despesas: 3,9%.

É claro que esses números representam a média das famílias brasileiras, e não um retrato exato de todas elas.

Mas, para efeito de exemplo, vamos supor que uma determinada família tenha um orçamento exatamente nessas proporções. E vamos considerar que essa família receba o Auxílio Emergencial durante a pandemia.

A pergunta importante é: como essa família deve organizar o seu orçamento enquanto estiver recebendo apenas o Auxílio Emergencial?

É simples: vamos classificar a lista de despesas naquelas quatro categorias já mencionadas: despesas que podem ser cortadas, reduzidas e adiadas, além das despesas que não podem ser alteradas.

Agora vamos analisar cada uma delas separadamente. Você vai ver que é possível reduzir mais de 40% do gasto total familiar.

#1 Despesas para cortar totalmente

Se a família está com auxílio emergencial e está numa pandemia, não há por que gastar com transporte. Afinal, é hora de ficar em casa. Não há também por que gastar com diversão. Se a família contribui com a previdência privada, é hora de interromper. Se está comprando ou reformando imóvel ou uma casa, é hora de pausar. Compra de roupas, nem pensar.

O itens "contribuição trabalhista" também não faz nenhum sentido porque empregado não recebe Auxílio Emergencial.

Assim sendo, a família cortou da lista todos os itens abaixo, que totalizam economia de 27,8% do orçamento:

·  Vestuário: 3,4%;

·  Transporte: 14,6%;

·  Recreação e cultura: 2,1%;

·  Contribuições trabalhistas: 3,5%;

· Previdência privada: 0,2%;

·  Imóvel (aquisição): 2,7%;

·  Imóvel (reforma): 1,3%.

#2 Despesas para reduzir

Existe um outro grupo de despesas que a família não pode cortar, mas pode reduzir. Por exemplo, no supermercado, é hora de tirar do carrinho o vinho, a cerveja, os chocolates e os itens que não forem essenciais.

Os itens de higiene, como sabonete, shampoo e pasta de dente, não tem jeito: precisa comprar. Mas outros de cuidados pessoais, como perfume ou maquiagem vão ter de ficar para depois. Mesadas, doações, assinatura de serviços como streaming, jogos ou TV a cabo caem fora por enquanto. A internet vai precisar passar para um plano pré-pago para ter total controle de custos. E por aí vai.

É uma boa hora para reduzir o cigarro — que é o primeiro passo para parar de fumar definitivamente.

Assim sendo, a ideia aqui é reduzir em 40% esses gastos que não podem ser cortados integralmente. O grupo dos itens listados abaixo somam 23,3%. Como vão ser reduzidos em 40%, eles caem para 14,0%. Uma economia de 9,3% no orçamento familiar.

·  Alimentação: 14,2%;

·  Higiene e cuidados pessoais: 2,9%;

·  Fumo: 0,4%;

·  Serviços pessoais: 1,0%;

· Pensões, mesadas e doações: 0,9%.

·  Outras despesas: 3,9%.

#3 Despesas para adiar

Algumas despesas podem ser adiadas para depois da pandemia. Por exemplo, o próprio governo tem dado a opção de pagar impostos mais para a frente. Alguns boletos terão de ser pagos depois. O ideal é negociar já esses atrasos, para que não sejam cobrados juros e que não haja disputas judiciais.

Então, vamos considerar que a família consiga adiar metade das despesas. Ainda que ela vá ter de pagá-las um dia, o fato é que, neste momento, vai ter uma redução nos gastos. Ou seja, os itens abaixo, que hoje representam 11,9% cairiam pela metade, gerando uma economia de aproximadamente 6%.

·  Educação: 3,8%;

·  Impostos: 4,7%;

·  Serviços bancários: 1%;

·  Empréstimo: 2,4%.

#4 Despesas intocáveis

As demais despesas são intocáveis, como habitação, água, luz, gás e outros itens essenciais. A família pode até conseguir uma redução no custo do aluguel, mas é melhor não contar com isso. A mesma coisa vale para prestação de financiamento de imóvel ou parcela de consórcio.

Despesas com saúde, como remédios, também acabam vindo quando menos se espera. Se elas forem necessárias, não há muito o que fazer. Por isso, esses gastos, que somam mais ou menos 37% do orçamento, acabam ficando intactos na conta.

Economia total

Se seguir esse raciocínio, a família terá economizado:

·  27,8% com despesas para cortar totalmente;

· 9,3% com as despesas para reduzir;

·  6% com as despesas para adiar;

·  43,1% no total.

Vamos dar números a esses percentuais.

Se a família gastar, por exemplo, R$ 2.500,00 por mês para viver, fazendo essa economia de 43,1%, o gasto mensal vai cair para mais ou menos R$ 1.140,00.

Agora pense da seguinte maneira: se a mulher está empregada e ganha um salário mínimo de R$ 1.045,00 e o marido está recebendo Auxílio Emergencial de R$ 600,00, o casal recebe mais ou menos R$ 1.645,00 por mês. Dá para cobrir as contas e ainda sobra um pouco.

Conclusão: se eles não fizerem a redução nas contas, em poucas semanas vão entrar no vermelho.

Mas se fizerem essa redução, as contas vão ficar equilibradas. Ok, a vida vai ficar bem apertada, sem graça, sem lazer — mas com as contas em dia. Lembre-se: a vida cheia de restrições vai ser por pouco tempo porque a pandemia vai passar.

Este foi apenas um exemplo. Entenda o que é importante.

A simulação que fizemos não vai se repetir exatamente da mesma forma para todas as famílias. O objetivo deste post é sugerir que você divida os seus gastos em quatro categorias durante o período de aperto financeiro:

·  Despesas para cortar totalmente;

·  Despesas para reduzir;

· Despesas para adiar (e negociar);

·  Despesas intocáveis.

Talvez a sua economia seja de mais ou menos 43%, mas pode ser que seja muito maior ou muito menor do que isso. Cada família tem uma situação muito particular.

O importante é ter controle financeiro para que você não se desespere. De novo: a pandemia é uma crise que vai passar. Neste momento, é hora de ter controle das contas. Quando a situação melhorar, você poderá recuperar o fôlego financeiro e pensar em investimentos, como CDB, LCI, LCA e outras possibilidades. Será a sua volta por cima e a prova de recuperação de toda essa crise provocada pelo coronavírus.

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