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Como se organizar para comprar sua casa própria em 2022

Por Rafael ImmediatoPublicado em

No dia 11 de março de 2020, quando a OMS declarou a Pandemia do Novo Coronavírus, a China havia fechado as portas para o resto do mundo. Rapidamente a incerteza sobre a gravidade e o risco de contaminação se transformou em realidade. 

"Hoje acordei me sentindo estranho, com um pouco de dificuldade de respirar" ou "Não tô me sentindo bem, meu corpo está mole" ou "não sinto o sabor de nada", são frases que se tornaram comuns em nosso dia a dia. 

Com a economia não foi diferente, o índice VIX, também conhecido como o "Índice do Medo" – responsável por refletir o desempenho do índice S&P (referente às 500 maiores empresas do mundo na bolsa americana), mensurando o sentimento de "medo" dos investidores, chegou a atingir incríveis 85,41 pontos, inferior apenas da crise de 2008, a "Bolha Imobiliária", que atingiu 89,58 no dia 01 de outubro, de acordo com o histórico apresentado no site TradingView. 

Desde então, o brasileiro sofre com a alta da inflação, agravada pela guerra na Ucrânia e a baixa em seus salários.

Sendo obrigados a consumir com mais responsabilidade para conseguir pagar todas as contas no final do mês.

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De acordo com as informações obtidas no site do Banco Central, a inflação acumulada  de 2020 a junho de 2022 aumentou em 21,34%, enquanto o salário mínimo variou 16,02% nesse mesmo período. Com isso, as mudanças no padrão de vida dos brasileiros ficam cada vez mais evidentes e o sentimento de impotência, de não conseguir pagar todas as contas no final do mês, traz um novo sentimento de escolha, dessa vez de qual conta será paga.

Com o poder de compra reduzido, o brasileiro se sente sufocado

Essa dor aparece no preço dos alimentos, da gasolina, do plano de saúde, em todos os lugares. O que você não sabe é que mesmo diante de toda essa crise econômica, ainda há formas de se organizar para conseguir comprar a sua casa própria, mas é preciso planejamento.

Neste artigo você confere três dicas que irão ajudar no seu planejamento financeiro para dar esse primeiro passo na sua independência.

Antes de começarmos, é preciso saber se ESSA casa está dentro da sua condição financeira, aqui não queremos dar um passo maior que a perna, se não houver planejamento, tudo pode ir ladeira abaixo.

Durante um estudo realizado pela APSA, uma grande empresa de gestão condominial com atuação nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Maceió, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo constatou que a taxa de inadimplência no setor de aluguéis chegou a 26% durante a crise. 

Sim, isso significa que a cada 100 famílias, 26 não conseguiram cumprir com as obrigações de pagamento e estão sujeitas a multas e até mesmo a receberem uma carta de despejo.

Dica #1: Planejar é uma tarefa fácil, mas difícil de cumprir.

Antes de mais nada, precisamos arrumar a casa. Organize suas finanças, planilha seus gastos, quanto sobra no final do mês? Tem alguma dívida? Já tentou negociar? Nessa etapa, você também irá calcular  quanto terá disponível para dar de entrada.

É preciso estar com a saúde da sua carteira estável para você conseguir cumprir as próximas etapas.

Dica #2: Sua entrada também pode ser sua saída.

O valor da entrada pode variar entre 10% a 20%, entre imóveis na planta e em construção, e imóveis prontos. 

Importante verificar se não há alguma ajuda financeira que possa reduzir o saldo do financiamento. Como exemplo temos: FGTS, Programas como Casa Verde e Amarela.

Dica #3: O momento da compra é o mais importante.

O Comitê de Política Monetária (COPOM) elevou em sua última reunião, a taxa básica de juros (taxa Selic – utilizada como base de cálculo para diversas operações de crédito) de 13,25% para 13,75% ao ano , confirmando as expectativas do mercado.

Isso reflete de forma indireta no valor total financiado uma vez que se todos os bancos acompanhassem a flutuação da taxa selic, teríamos uma taxa média aproximada de 12%, como explica o Professor Sérgio Cano, do MBA de Gestão de Incorporação e Construção Imobiliária da FGV (Fundação Getulio Vargas), e completa, "Com esses juros, menos gente tem condições de comprar, as empresas vendem menos, produzem menos e isso gera desemprego".

É uma bola de neve, uma reação em cadeia que é amenizada pelos bancos a fim de não agravarem ainda mais o problema.

Embora o cenário econômico não seja o ideal para financiar um imóvel. Não existe um momento ideal para financiar um imóvel, isso vai depender da sua motivação, seja para dar seu primeiro passo na vida, criar uma família ou se você mudou seu local de trabalho e prefere investir em um financiamento do que ficar pagando aluguel. O ideal é planejar e realizar investimentos a partir de agora.

Saiba sobre como organizar sua vida financeira, ter domínio completo de suas finanças e investir de forma simples.

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Rafael Immediato

Nós acreditamos na simplicidade e na transparência das relações, por isso descomplicamos os bancos

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