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    Caixa lança nova modalidade de crédito imobiliário indexada ao IPCA

    Por Jennifer FigueiredoPublicado em
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    O financiamento de imóveis pela Caixa Econômica Federal vai sofrer mudanças. A nova linha de crédito mudará a correção feita pela TR (Taxa Referencial), pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Entenda como isso pode afetar a solicitação de empréstimos.

    Caixa reduz juros, mas muda a indexação de empréstimos

    A Caixa Econômica baixou a taxa mínima de juros em seu financiamento habitacional, de 8,75% + TR para 8,5% + TR. No entanto, o banco anunciou que usará o IPCA (índice de inflação) + outra taxa ainda não informada, como indexador para novos contratos. O indexador é o índice usado para corrigir as prestações. 

    Segundo o presidente do banco, em entrevista com a Veja, o motivo desta mudança é garantir mais segurança à instituição, mantendo relações com um título público federal de longo prazo. Outro motivo considerável é que “o IPCA é o índice mais próximo do consumo, então ele não sofre tanto com a variação do câmbio.”
    O foco desta operação, de acordo com Pedro Guimarães, é a classe média e média-baixa de renda. Desta forma, o banco público poderá ter maior capacidade de empréstimos imobiliários.

    Consequências desfavoráveis 

    Em contrapartida às expectativas de Guimarães, o portal de notícias da UOL apresenta opiniões contraditórias de especialistas. De acordo com o site os custos de financiamentos da Caixa, corrigidos pelo IPCA podem ser elevados, por conta da alta oscilação do índice de inflação em um longo prazo. 

    Portanto, mesmo com o custo fixo mínimo reduzido a 8,5% ao ano, a parcela variável (IPCA), representada pelo índice de inflação, somada à ele é muito mais instável do que a TR (Taxa Referencial). Ou seja, qualquer choque de preços em alimentos, combustíveis ou na energia podem disparar o índice, elevando o valor do financiamento.

    A correção do contrato estará vinculado a um índice que depende do desempenho econômico, ou seja, imprevisível. Isso em um período tão longo, como a duração do empréstimo, não é favorável à quem precisa do crédito.

    E você, o que achou dessas mudanças que a Caixa Econômica está implementado? Deixe seu comentário logo abaixo.

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