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Dicas para investir em Renda Fixa: guia completo

Por Thais SouzaPublicado em

A Renda Fixa é o investimento mais procurado por investidores iniciantes, que buscam segurança na hora de aplicar seu dinheiro e rentabilidade maior que a da poupança. Por conta disso, essa modalidade vem ficando cada vez mais comum. 

Se você está querendo começar a aplicar o seu dinheiro em Renda Fixa, antes é importante entender mais a fundo sobre o tema. Por isso, neste guia completo vamos explicar com detalhes como funciona essa modalidade, bem como dar dicas de como investir nela. Vamos lá? 

O que é Renda Fixa? 

Existem dois grandes grupos de investimentos: a Renda Fixa e a Variável. No artigo de hoje vamos falar sobre Renda Fixa, que é a modalidade em que o investidor pode conhecer ou prever a rentabilidade, antes mesmo de realizar a operação. Por isso é considerada mais segura.

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A Renda Fixa, de forma geral, tem o funcionamento bem simples de entender. Basicamente, o investidor que aplica nessa modalidade "empresta" dinheiro para alguém, seja para os bancos, corretoras ou até o governo. 

No início são acertadas todas as condições referentes ao investimento, como os prazos, taxas, índices de referência e outros detalhes.

Em troca, o investidor recebe o valor aplicado de volta no momento do vencimento do investimento, acrescido de juros, que são a remuneração pelo tempo em que o valor ficou aplicado.

Se você deseja se aprofundar melhor nos termos que envolvem a Renda Fixa, não deixe de conferir o artigo que separamos: Renda Fixa: guia completo para o investidor.

Quais são os principais investimentos em Renda Fixa? 

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um tipo de investimento em títulos públicos. Ou seja, quem aplica nesta modalidade empresta dinheiro para o governo, que por sua vez, irá utilizá-lo para ações econômicas no país. 

Esses títulos públicos são considerados os investimentos mais seguros, porque são emitidos pela mesma grande entidade: o governo.

CDBs

Os Certificados de Depósito Bancários são títulos de Renda Fixa emitidos pelos bancos com o intuito de captar recursos que serão usados em suas atividades e projetos, como oferecimento de empréstimos e financiamentos aos clientes.

Os bancos emitem esses CDBs e os investidores adquirem os títulos. Assim, ao final do prazo combinado, ele irá retirar o valor que investiu + os juros que são pagos pela instituição financeira como remuneração por ele ter investido seu dinheiro. 

Os CDBs têm garantia de até R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, o aplicador tem o dinheiro de volta caso o banco ou a corretora tenha problemas graves de administração.

LCI e LCA 

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras. Eles são muito parecidos e ambos oferecem a garantia do FGC, além da grande vantagem de serem isentos do Imposto de Renda.

O LCA são títulos emitidos para financiar atividades e melhorias no setor agropecuário. Já no LCI, o dinheiro captado dos investidores serve para financiar o mercado imobiliário.

Vantagens e desvantagens de investir em Renda Fixa

O lado bom

  • Menor risco de mercado em relação às aplicações em Renda Variável;
  • Isenção de alguns ativos em relação ao Imposto de Renda;
  • Proteção de certos ativos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
  • Possibilidade de aplicar baixas quantias;
  • Menor imprevisibilidade, pois o investidor tem conhecimento antecipado da taxa de incidência sobre o capital investido.

O lado não tão bom assim

  • Não rende tanto quanto a Renda Variável; 
  • Alguns títulos têm carência, que se aplica aos títulos pré-fixados e mistos. Nesses casos, só será possível resgatar o dinheiro ao final do vencimento do título;
  • Investir em Renda Fixa também implica em taxas de corretoras e impostos. 

Dicas para investir em Renda Fixa

Saiba qual seu perfil de investidor

Existem três tipos de perfil de investidor, o conservador, moderado e arrojado. Cada investidor deve aplicar seu dinheiro de acordo com seu perfil. Por exemplo: se você não gosta de correr riscos de perder o que investiu, comprar ações não é o ideal para você. Confira abaixo para entender o seu perfil de investidor: 

  • Conservador: aqueles que não estão dispostos a correr muitos riscos e preferem a segurança do que uma maior rentabilidade;
  • Moderado: é um perfil meio-termo, ele tem tolerância a riscos de longo prazo e escolha de alternativas mais arriscadas, porém, ainda dá muita importância para a segurança;
  • Arrojado: está disposto a sofrer riscos mais altos se para ter rendimentos melhores. Tem conhecimento do mercado.

Geralmente, quem investe em Renda Fixa faz parte do perfil conservador ou moderado. Por não gostar de correr muitos riscos, esses investidores escolhem aplicações mais seguras. 

  • Investimentos conservadores: CDB, LCI, LCA, RDB e LC.
  • Investimentos moderados: LF, debêntures, CRI e CRA.

Se você quer se aprofundar mais sobre este tema, não deixe de conferir o artigo: Tipos de investimento: veja como cada perfil investe.

Escolha qual aplicação ideal para você de acordo com seus objetivos 

Além de escolher qual aplicação você irá investir, também será necessário definir a rentabilidade do investimento. Ou seja, tudo deve estar alinhado às suas estratégia e aos seus objetivos financeiros de curto ou longo prazo. Para chegar a essas respostas, você deve fazer algumas perguntas para si mesmo:

  • Quanto tempo pretende investir?;
  • Qual a sua tolerância para investimentos de risco?;
  • Qual o seu objetivo financeiro?.

Quem deseja fazer uma reserva de emergência por exemplo, o ideal é escolher um investimento que tenha liquidez diária. Assim, caso surja a necessidade de utilizar o valor investido, você poderá fazer o resgate a qualquer momento sem perder o que já rendeu de juros. 

Agora, se seu objetivo é ter maior rentabilidade e investir por mais tempo, o ideal são investimentos de longo prazo e pós-fixados. 

Saiba quais os custos de cada aplicação financeira

Alguns investimentos em Renda Fixa sofrem incidência do Imposto de Renda, que é cobrado de acordo com a tabela regressiva, em que as alíquotas diminuem conforme o tempo que a aplicação é mantida. Confira: 

Prazo do investimento Alíquota do IR
Até 6 meses 22,50%
De 6 meses a 1 ano 20,00%
De 1 a 2 anos 17,50%
Acima de 2 anos  15,00%

Esse valor é descontado somente no momento do resgate do seu investimento. Essa cobrança vale apenas para algumas aplicações, como: CDBs, fundos e debêntures.

Escolha seu banco ou corretora

Se o seu banco oferece uma boa proposta de pagamento de juros em investimentos de Renda Fixa, aposte nele. Mas geralmente eles cobram uma taxa de administração em investimentos como o CDB, por exemplo. 

Outra desvantagem de investir com um banco é que você não tem um especialista em investimentos para te ajudar a diversificar a sua carteira e te dar dicas sobre os investimentos escolhidos. 

Já nas corretoras, hoje já é possível encontrar várias opções que não cobram essas taxas e você ainda tem acesso a um consultor de investimentos para te ajudar nos processos. Outra vantagem é que através de uma corretora de valores, será possível aplicar seu dinheiro em diversos títulos de várias instituições financeiras, com uma mesma conta.

Confira algumas opções de corretoras que oferecem investimentos em Renda Fixa com ótimas vantagens: 

Diversifique sua carteira de investimentos

A diversificação da carteira de investimentos é extremamente importante, até em Renda Fixa. Trata-se de uma técnica para diluição de risco e maximização de ganhos. Basicamente, você divide seu dinheiro em várias aplicações financeiras para que o desempenho negativo de uma não seja balanceada por ganhos em outras.

Procure não ultrapassar o limite de R$ 250 mil

Como dito anteriormente, a maioria dos investimentos em Renda Fixa têm garantia de até R$ 250 mil do FGC. Isso quer dizer que se algo acontecer com o banco ou corretora, você terá seu dinheiro aplicado de volta até esse limite de valor.

Mas se seus investimentos ultrapassarem o valor da garantia do FGC, você recebe somente R$ 250 mil e o restante você perde. Ou seja, o ideal é que seus investimentos sejam menores que R$ 250 mil.

Descomplicamos?   

Esperamos que tenha gostado das dicas para investir em Renda Fixa. Deixe seu comentário caso tenha restado alguma dúvida sobre o assunto.

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Thais Souza

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos relacionados a investimentos e empréstimos e acredita que esse tipo de conhecimento pode mudar a vida das pessoas. Busca impactar a vida de pessoas que buscam resolver um problema ou conhecer melhor um produto ou serviço financeiro.

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