Entenda as mudanças no serviço de crédito

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As propostas do novo governo para estimular a economia já começaram a tomar forma. Foram dez as medidas anunciadas pelo Presidente da República, Michel Temer. Entre elas está a redução das taxas cobradas pelos cartões de crédito, além da diminuição dos prazos para que os lojistas recebam o pagamento. Entenda como funciona na prática:

Hoje, os cartões de crédito cobram juros altíssimos e taxas muitas vezes abusivas, sendo um dos maiores do mundo. Em outubro do ano passado, os juros rotativos foram superiores a 475% ao ano. A queda nesses valores prevê um estímulo da compra e das relações de comércio. Quanto aos prazos de pagamento, os comerciantes levam em média 26 dias para receber os valores das redes de crédito. De acordo com o governo, a redução desse tempo pode causar queda nos preços dos produtos e mão de obra, mostrando-se uma vantagem para ambas as partes.

Essas mudanças ameaçam a existências de bancos digitais sem vínculos com grandes instituições. O Nubank anunciou recentemente que a situação é crítica caso as medidas sejam aprovadas, já que por não cobrar nenhum tipo de taxa, depende essencialmente do prazo de pagamento para manter seus serviços ativos. A boa notícia é que o Banco Central já anunciou que a mudança não será drástica e atenderá às necessidades de clientes e instituições.

Outra grande mudança prevista diz respeito às bandeiras. Hoje, nem todos os estabelecimentos aceitam todos os cartões de crédito, isso porque algumas redes exigem máquinas específicas de cobrança, o que acaba encarecendo os custos para o lojista. Por isso, a lei exige que as máquinas aceitem, sem exceções, todas as bandeiras de crédito. Essa já foi aprovada e seu prazo de implementação é 24 de março de 2017.

Referente aos preços e a forma de pagamento também se prevê algumas alterações. Hoje não se permite que os produtos tenham alterações de preços de acordo com a forma de pagamento. Em breve, os comerciantes poderão decidir se alteram ou não os valores nos pagamentos em dinheiro, boleto, cartão de débito ou crédito. Segundo o governo, a medida estimula a competição e será benéfica tanto para o consumidor como para o comerciante.

A intenção do governo é que todas as medidas sejam implementadas, no máximo, até o primeiro trimestre de 2017. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, existem indicadores que já provam que a renda familiar está cada vez menos comprometida em relação ao ano passado. Ele afirma ainda que o Brasil está em recuperação e começa a enxergar um crescimento, mesmo que baixo, da economia após anos de recessão.

Por outro lado, há quem defenda que as novas medidas podem não beneficiar o consumidor, pois individualmente a redução é mínima, beneficiando apenas os grandes investidores.

No geral, as expectativas são positivas e as mudanças parecem, ao menos, tentar beneficiar todos os setores da economia. Enquanto isso, só nos resta aguardar e torcer para que elas realmente atendam às expectativas.

 

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