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Explosão de golpes durante a pandemia: como se proteger?

Por Camila SilveiraPublicado em

De acordo com o levantamento exclusivo realizado pelo Fantástico, nunca antes no Brasil foram registrados tantos golpes digitais como em 2020.

Somente nesse período, foram realizados mais de 862 mil boletins de ocorrências, o que representa um aumento de 66% em relação ao ano de 2019. Mas afinal, como essas quadrilhas operam? Descubra agora, neste artigo.

Golpes durante a pandemia: o que está por trás?

Durante a pandemia, com o avanço da digitalização, os criminosos encontraram grandes oportunidades para aplicar golpes. E a projeção para este ano é ainda pior.

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Encerra em 16:20

O que aconteceu com a Roberta, vítima de ataque, entrevistada pelo programa Fantástico, foi mais uma situação ruim, que infelizmente acontece diariamente.

A vítima anunciou a venda de um celular no Facebook e o criminoso entrou em contato, solicitando vídeos do celular e fotos de documentos, como uma forma de comprovação. De acordo com Roberta, ela achou pertinente e enviou tais materiais para o criminoso.

O que ninguém esperava é que o golpista não queria o dinheiro da vítima, mas sim os dados. Com os materiais enviados, o criminoso se passou pela Roberta para vender o celular e, como resultado, golpeou milhares de pessoas pelo Brasil.

Hoje, ela gasta 30% de sua renda somente com advogados.

SP, MG e RS registram maior número de golpes

Os estados de São Paulo (241.566), Minas Gerais (84.877) e Rio Grande do Sul (67.523) tiveram o maior número de registros de golpes em 2020.

Com tantas reclamações, as análises e investigações por parte das empresas demoraram e, como resultado, os golpes foram ficando cada vez mais sofisticados.

Hoje, os criminosos possuem acesso ao seu nome completo, CPF, as lojas que você frequenta e, até mesmo, o número da sua conta bancária. Mas, afinal, como eles têm acesso a todas essas informações? É simples: bancos de dados!

Bancos de dados x criminosos

Para quem não sabe, nós fornecemos dados desde a hora que acordamos, até o momento em que vamos dormir.

Por exemplo: quando saímos de casa e vamos a uma academia, fornecemos a impressão digital, ao sair de lá, passamos em uma farmácia e fornecemos o CPF, a partir do momento em que pegamos o carro, muitas vezes, o celular coleta dados geográficos do GPS e por aí vai.

O que muitas pessoas não sabem é que, geralmente, todos esses dados são armazenados de forma insegura. Como resultado, há diversas quadrilhas especializadas em roubar essas informações.

No mercado clandestino, por exemplo, essas quadrilhas vendem informações para os estelionatários por muito dinheiro. De acordo com Thiago Fernandes, presidente da ONG SaferNet Brasil, os valores das vendas podem chegar a até R$ 50 milhões.

Volume de golpes durante a pandemia

O volume de dados vazados em 2020 foi 769% maior que em 2019. Segundo a reportagem do Fantástico, uma equipe especializada identificou, em janeiro de 2021, um vazamento de dados considerado o maior da história do Brasil: mais de 223 milhões de CPFs e mais de 40 milhões de CNPJs.

Ao que tudo indica, essas informações foram uma mistura de vazamentos de empresas privadas e públicas, que possuem bancos de dados bem maiores. Por isso, a Polícia Federal está investigando o caso, já que possui um setor especializado em investigações de crimes cibernéticos e ataques hackers.

Somente na pandemia, em Auxílio Emergencial, os golpistas conseguiram desviar mais de R$ 8.352.988 dos cofres públicos.

Ao tentar se cadastrar no aplicativo do governo, algumas pessoas se depararam com suas informações já sendo utilizadas na plataforma Caixa Tem.

Em nota, a Caixa Econômica Federal afirma: "Embora a quantidade de fraudes confirmadas tenha sido extremamente pequena diante dos números do Auxílio Emergencial, ela não é desprezada pelo banco."

"Quando o banco identifica uma operação suspeita, imediatamente bloqueia a movimentação e, nos casos onde a fraude se concretiza, há o imediato ressarcimento ao cliente e atuação junto à Polícia Federal.", afirmou o banco.

Golpe do cartão clonado

Com tantas informações, os criminosos conseguiram criar uma indústria dos golpes. Quem nunca ouviu falar no golpe dos cartões clonados?

Eles acontecem quando o criminoso consegue ter acesso às informações do seu cartão como nome completo, número, data de vencimento e código de segurança.

Uma das principais maneiras que um cartão pode ser clonado é através do ataque de phishing. Por meio desse golpe, os criminosos tentam enganar as vítimas para roubar as informações, utilizando "iscas" falsas que, normalmente, são promoções muito atrativas.

Essas promoções, no entanto, levam para sites que têm como propósito capturar as informações bancárias das vítimas.

O cadastro do cartão em aplicativos de celular ou em sites não oficiais também é uma forma de roubar os dados das pessoas e, isso pode acontecer, por exemplo, com alguns jogos de celular desenvolvidos exclusivamente para isso.

Já nas compras presenciais, o golpista pode fingir que inseriu as informações da compra na máquina de cartão e, se você estiver desatento, poderá digitar a sua senha no lugar do valor.

Sendo assim, ao pegar a maquininha de volta, o vendedor consegue visualizar a sua senha e, como resultado, clonar o seu cartão.

Por fim, também há a possibilidade de fotografarem o seu cartão, sem que você perceba. Com todos os dados necessários, o criminoso consegue realizar compras online sem grandes impedimentos.

O que fazer quando o seu cartão é clonado?

Se você recebeu notificação de uma compra indevida ou não reconhece uma movimentação bancária em seu extrato, siga os seguintes passos:

  1. Bloqueie ou cancele imediatamente o seu cartão;
  2. Faça um levantamento de quais transações não foram feitas por você;
  3. Caso conheça o estabelecimento comercial, tente uma contestação. Se houver negativa, acione o banco imediatamente;
  4. Diga ao banco que o seu cartão foi clonado e sinalize quais compras foram feitas indevidamente;
  5. A instituição iniciará o processo de contestação para devolver o dinheiro e enviará um novo cartão para você.

Como se proteger?

É importante ficar atento: não use a mesma senha em diferentes serviços e procure criar uma senha com caracteres especiais e letras maiúsculas.

Além disso, saiba que a Federação Brasileira de Bancos alerta: nenhuma instituição financeira solicita confirmação de dados por telefone ou mensagem, se isso ocorrer, não dê informações e consulte o seu gerente.

Por último, não compartilhe documentos com desconhecidos.

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Esperamos ter ajudado você com esse conteúdo. Em caso de dúvidas ou sugestões, deixe o seu comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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