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Financiamento imobiliário fica mais caro com nova alta da Selic

Por Camila SilveiraPublicado em

Com o propósito de segurar a inflação, o Banco Central aumentou a taxa básica de juros, Selic, e o cenário para o financiamento imobiliário começou a mudar.

Até o momento, o setor estava mais que favorável, com preços estagnados e taxas de juros na mínima histórica, no entanto, com esse aumento, a conquista da casa própria passou a ficar ainda mais difícil.

Já era esperado que uma hora a forte demanda e a baixa na taxa de juros iriam diminuir. Após a quarta alta da Selic, que saiu de 2% ao ano em janeiro para 5,25%, os bancos iniciaram o repasse do custo da captação de recursos para o tomador de crédito.

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O banco Santander foi o primeiro a aumentar a taxa de juros do financiamento imobiliário de 6,99% para 7,99% ao ano, antes mesmo da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Logo em seguida, veio o Bradesco, que saiu dos 6,70% para 6,90% ao ano.

Recentemente, a Caixa Econômica Federal, que possui a maior fatia no mercado imobiliário, afirmou que não tem a intenção de aumentar as taxas no curto prazo. Apesar disso, essa ação não impede que os bancos dificultem o acesso às taxas mais baixas, mesmo que elas não sejam oficialmente aumentadas.

Tudo vai depender de cada instituição financeira, que deve avaliar o perfil de risco do cliente e determinar a taxa que será aplicada para ele. Por isso, é importante recorrer a simulações e tentar renegociar os juros.

Quem tem o score de crédito mais baixo, com um histórico de dívidas, é mais penalizado no momento da concessão de crédito. Para o consumidor, os juros altos significam uma das três coisas abaixo:

  1. Pagar mais caro para ter a casa própria;
  2. Ter de escolher imóveis mais baratos (exemplo: com localização menos privilegiada, etc.);
  3. Desistir da compra.

Frente a um cenário de pandemia, isolamento e trabalho remoto, a demanda por imóvel segue alta, mesmo que as taxas já dêem sinais de alta. Os números comprovaram que a procura por financiamento e concessão de crédito atingiu recordes este ano.

Somente em junho, os empréstimos foram de R$ 19,66 bilhões, representando o maior volume mensal da série histórica, que vem desde 1994.

Ainda é tempo de financiar um imóvel?

De acordo com Paulo Chebat, presidente do comparador de taxas de crédito, Melhortaxa, nem tudo está perdido, afinal, essa alta, até agora, tem um impacto pequeno nas parcelas do financiamento. As janelas de oportunidade podem estar somente com uma fresta aberta, porém ainda não se fecharam completamente.

Sendo assim, para quem quer financiar, essa é a hora. Se hoje a média de taxas praticadas pelo mercado gira em torno de 6,90% ao ano, ela pode ir para 8% ou 8,5% ao ano até o fim de 2021, a depender do ritmo de alta da Selic.

"No momento em que as taxas começam a passar dos dois dígitos, o impacto nas parcelas é mais significativo, fazendo com que o montante fique pesado no orçamento e dificultando a aprovação do crédito que só pode atingir o máximo 30% da renda mensal do cliente", afirma Chebat.

Apesar do valor das parcelas sofrer pouca alteração com os repasses que devem ser feitos pelos bancos, o impacto no total do financiamento, por ser de longo prazo, pode ficar caro, como apresenta a simulação da Melhortaxa. Uma pequena diferença pode tornar o financiamento bem mais caro para o tomador de crédito.

"Este é o melhor momento para comprar um imóvel", destaca a presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Portella, em coletiva com jornalistas. A declaração considera um cenário de taxa de juros ainda baixa em relação a outros momentos da história e preços ainda depreciados dos imóveis.

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Esperamos ter ajudado você com esse conteúdo. Em caso de dúvidas ou sugestões, deixe o seu comentário para nós. Até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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