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GPS em atraso: saiba como fazer os cálculos dos valores pendentes

Por Camila SilveiraPublicado em

Guia da Previdência Social (GPS) é um documento associado ao INSS que tem como objetivo reunir todos os dados de um trabalhador, para que o governo saiba como está o recolhimento de sua contribuição. Se você está com a GPS em atraso, fique tranquilo, pois neste artigo vamos ensinar como calcular os valores pendentes para regularizar a situação.

INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um órgão federal responsável pelo pagamento das aposentadorias dos trabalhadores brasileiros e também pela concessão de benefícios, como salário-maternidade e auxílio doença aos contribuintes da Previdência Social.

Quem está em dia com a contribuição tem direito a receber assistências, como: décimo terceiro salário, licença e salário-maternidade, férias remuneradas, pensão em caso de morte e aposentadorias por tempo de contribuição, por idade ou invalidez.

Quando um profissional é contratado em regime CLT, é de responsabilidade do empregador realizar o desconto diretamente na folha de pagamento do trabalhador. Sendo assim, para que os benefícios não sejam anulados, não pode haver GPS em atraso.

GPS em atraso para empresas

Todas as empresas devem ficar atentas ao organizar a folha de pagamento dos seus colaboradores. Até porque é neste documento que consta diversos dados importantes que, se estiverem incorretos, podem causar complicações graves para a companhia.

Homem desconfiado com a mão no queixo

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Uns dos fatores que merecem bastante atenção é o valor do salário bruto de cada empregado e todos os descontos que esse valor sofre todos os meses. Afinal, um desses abatimentos representa a contribuição com a Previdência Social.

O objetivo da Previdência é garantir ao profissional segurado uma renda no momento em que ele não puder mais trabalhar, ou seja, em sua aposentadoria. No entanto, como já citamos anteriormente, esse programa de seguro público também possui outras funções.

GPS em atraso para trabalhadores autônomos

Embora os trabalhadores autônomos não tenham carteira assinada, eles também podem contribuir com a Previdência Social e regularizar a situação de GPS em atraso. Basta que ele seja cadastrado como contribuinte individual no INSS.

O governo estabelece, de forma geral, que estes profissionais depositem aproximadamente 20% de seus rendimentos obtidos, porém, é válido lembrar que existe um valor mínimo e máximo de contribuição.

Os critérios variam entre um salário mínimo vigente (R$ 1.045) e o teto da Previdência, que hoje está por volta de R$ 6.101.

É de total responsabilidade do autônomo se certificar dos pagamentos da GPS, pois se ele deixar de contribuir também deixará de ter direito aos benefícios do INSS e, como resultado, não poderá recorrer a um possível empregador.

Como calcular GPS em atraso?

Se você nunca calculou a GPS, saiba que existem dois elementos a serem considerados: os juros referentes as parcelas vencidas a mais de cinco anos e daquelas que venceram a menos de cinco anos.

Parcelas vencidas a mais de cinco anos

  1. Acesse o Sistema de Acréscimos Legais (SAL);
  2. Ao entrar no site, clique em "Módulos";
  3. Escolha a categoria na qual se encaixa;
  4. Insira o seu NIT/PIS/PASEP e informe o código de segurança;
  5. Clique em confirmar;
  6. O cálculo da GPS será feito e disponibilizado para a impressão;
  7. Você também poderá escolher o quanto pode contribuir com o INSS.

Parcelas vencidas a menos de cinco anos

No caso de parcelas vencidas a menos de cinco anos, o cálculo da GPS é um pouco mais complicada, isso porque será necessário seguir algumas regras. Além disso, neste caso, o contribuinte também não poderá escolher o valor que pode contribuir com o INSS.

O trabalhador precisará pagar 20% da média de 80% das suas últimas contribuições para cada mês abaixo. Isso resulta em uma taxa de juros de 0,5% e uma multa de 10% com base no valor de contribuição. Confira o exemplo abaixo para um melhor entendimento:

Vamos imaginar que um profissional esteja com a GPS em atraso por volta de 10 meses e que a sua média de contribuição seja de R$ 2.500. Neste caso, o valor total que seria pago de atraso por mês é de R$ 800, sendo que dentro deste valor:

  • R$ 500 são referentes à 20% da média de 80% das maiores contribuições;
  • R$ 250 referentes ao juros;
  • R$ 50 referentes à multa.

Descomplicamos?

Esperamos ter ajudado você com este conteúdo. Qualquer dúvida sobre o cálculo da GPS em atraso, deixe um comentário para nós e até a próxima!

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    Camila Silveira

    Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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